Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Papa diz que o Ecumenismo é sua urgência pastoral

Terça, 04 de Novembro de 2003 às 15:08, por: CdB

João Paulo II afirmou nesta terça-feira que nos últimos 25 anos, o caminho para a unidade entre os cristãos deu passos "significativos e importantes", registrando "progressos e derrotas" e que o caminho a percorrer não é breve nem fácil.

João Paulo II expôs esse ponto de vista em uma mensagem na qual definiu o ecumenismo como "uma das maiores urgências pastorais" de seu pontificado.

A mensagem papal foi dirigida ao cardeal Walter Kasper na assembléia plenária do pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos, que tem como tema "A Espiritualidade Ecumênica", informou hoje o Vaticano.

"O caminho ecumênico não é fácil", disse João Paulo II no texto. "À medida que progredimos, os obstáculos são mais facilmente localizados e sua dificuldade se adverte de forma mais lúcida" até o ponto que "a perspectiva da plena união visível pode às vezes gerar fenômenos ou reações dolorosas em quem quer acelerar a todo custo o processo e que se desanima no longo caminho ainda a percorrer".

Ainda que o caminho seja difícil, "nós, na escola do ecumenismo, estamos aprendendo a viver com uma humilde confiança neste período intermediário, na consciência de que continua sendo um período que não volta", afirmou o Papa.

Em sua mensagem destacou, em particular, a importância da oração para a unidade e recomendou uma comemoração de uma Semana de orações para a unidade dos cristãos.

Quarenta anos após a comemoração do Concílio do Vaticano, o Papa conclui a mensagem: "enquanto muitos dos pioneiros do ecumenismo já entraram na Casa do Pai, nós, olhando o caminho percorrido, podemos reconhecer que realizamos um importante trajeto e que entramos no coração das divisões ali, onde são mais dolorosas".

"Isto deu lugar, sobretudo, à graça da oração", completou. "Devemos, portanto, ter mais consciência da primazia que deve ser atribuída à oração".

Somente "uma intensa espiritualidade ecumênica" não ajudará a viver "com o impulso necessário neste período intermediário durante o qual devemos fazer as contas com nossos progressos e com nossas derrotas, com as luzes e sombras de nosso caminho de reconciliação", concluiu o Papa

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