O papa Bento XVI condenou no sábado os atentados no balneário egípcio de Sharm El-Sheikh, chamou-os de "atos insensatos", e pediu que as pessoas por trás dos ataques desistam da violência.
- Ao condenar tais atos insensatos, Sua Santidade apela a todos para que renunciem ao caminho da violência que causa tanto sofrimento a populações civis, e que abracem o caminho da paz - disse o papa em um telegrama de condolência às famílias dos mortos.
Pelo menos 83 pessoas morreram e 200 ficaram feridas quando carros-bomba e possivelmente uma mala-bomba explodiram do lado de fora de um hotel e em mercados no balneário do Mar Vermelho.
O comentário de sábado foi a quarta condenação do papa ao terrorismo. O pontífice pede que as religiões conversem entre si desde os ataques de 7 de julho em Londres, que mataram pelo menos 52 pessoas.
Um dos maiores desafios para o papa alemão, de 78 anos, tem sido melhorar as relações com outras religiões que ele combatia quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger, defendendo fortemente a ortodoxia católica.
Ele parece mostrar uma posição mais conciliadora desde que foi eleito papa, depois da morte, em abril, de João Paulo II, que pregava maior diálogo inter-religioso.