Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Papa: clonagem reduz humanos a meros objetos

O papa João Paulo II fez nesta segunda-feira uma nova defesa do que chamou de a dignidade da vida humana, denunciando o aborto e a eutanásia e afirmando que a clonagem reduz os humanos a meros objetos. Em seu discurso anual para diplomatas acreditados no Vaticano, o pontífice da Igreja Católica disse que o direito à vida é "o mais fundamental dos direitos humanos".

Segunda, 13 de Janeiro de 2003 às 11:24, por: CdB

O papa João Paulo II fez nesta segunda-feira uma nova defesa do que chamou de a dignidade da vida humana, denunciando o aborto e a eutanásia e afirmando que a clonagem reduz os humanos a meros objetos. Em seu discurso anual para diplomatas acreditados no Vaticano, o pontífice da Igreja Católica disse que o direito à vida é "o mais fundamental dos direitos humanos". "Aborto, eutanásia e clonagem humana, por exemplo, ameaçam reduzir a pessoa a um mero objeto", afirmou. "Quando todos os critérios morais são removidos, as pesquisas científicas envolvendo a busca pela vida se tornam uma negação do ser e da dignidade da pessoa", advertiu. O papa vem manifestando há muito tempo oposição ao aborto e à eutanásia. Numa encíclica de 1995, João Paulo II declarou que estes eram crimes que nenhuma lei podia legitimar. Mais recentemente, o Vaticano passou a condenar a clonagem e pesquisas usando células-tronco originárias de embriões humanos. Joaquin Navarro-Valls, o porta-voz do Vaticano, disse que o recente anúncio do nascimento de um bebê supostamente gerado através de clonagem era "uma expressão da mentalidade brutal, desprovida de qualquer consideração ética e humana". O Vaticano deve publicar nesta semana um documento tratando de clonagem, aborto e outras questões que contrariam os ensinamentos morais da Igreja Católica. O documento, elaborado pela Congregação para a Doutrina da Fé, visa a servir de pauta para políticos católicos.

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