O Papa Bento XVI celerou, neste domingo, do Vaticano, sua primeira missa, pregando o redescobrimento de Deus, para que a pobreza e a dor do mundo atual sejam transformadas em paz e progresso.
O novo pontífice também disse que ele é um ouvinte de toda a Igreja, para que, portanto, não faça a sua vontade e sim a vontade do Senhor. Ele se referiu como um fraco servo de Deus e pediu orações que o ajudem na "enorme tarefa que verdadeiramente excede a capacidade humana".
Todos os patriarcas se reuniram na missa a céu aberto, em frente à Basílica de São Pedro, para o último rito de transição papal. Isso ocorreu três semanas após a morte de João Paulo II. A segurança foi reforçada, como havia sido para o funeral de João Paulo II. Roma fechou seu espaço aéreo, bloqueou estradas e manteve mísseis antiaéreos e um avião da OTAN de prontidão.
A multidão aplaudiu por pelo menos 30 vezes durante todo o discurso do papa, sendo muitos dos fiéis presentes de sua terra natal, a Alemanha.
Mas seu foco foi no que ele chamou de um mundo de alienação, sofrimento e morte que ele disse haver se transformado numa terra estéril espiritual e na tarefa de liderança de uma Igreja que disse ainda estar viva e ser capaz de crescer:
- Há o vazio de almas não mais conscientes de sua dignidade e do objetivo da vida humana. Os desertos externos do mundo estão crescendo, porque os desertos internos se tornaram tão vastos. Portanto os tesouros da Terra não mais servem para construir o jardim de Deus onde todos possam viver, mas são usados em serviço dos poderes de exploração e destruição.
Mais de mil voluntários se reuníram para ajudar na organização da missa, que contou com a presença de 140 delegações. O chanceler Gerard Schroeder e o presidente Horst Koehler chefiaram a delegação alemã. O grupo dos Estados Unidos foi liderado pelo governador da Flórida Jeb Bush, irmão do presidente americano George W. Bush e um convertido ao catolicismo. Também estavam lá o rei da Espanha, Juan Carlos, e o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, o líder espiritual da Comunhão Anglicana. Também estava presente o irmão de Joseph Ratzinger, Georg, um padre de 81 anos.