Por Redação, com Ansa - de Roma
O papa Francisco acolheu, nesta sexta-feira, as denúncias contra um padre espanhol acusado de abusos sexuais e abriu um julgamento canônico para investigar o caso, segundo teriam dito os pais do aluno ao diário espanhol El Mundo. Segundo o jornal, o religioso é pertencente à Opus Dei, uma organização de ultradireita que atua em nível global.
O papa Francisco apoia o processo contra padre pedófilo da Opus Dei
O religioso ligado ao grupo que apoiou a ditadura militar no Brasil e, até hoje, serve como um dos esteios dos movimentos conservadores no país, abusou de um menino de 12 anos durante os anos de 2008 e 2009 no Colégio Gaztelueta, que fica em Lejona, Biscaia. Em uma carta publicada pelo jornal, o Pontífice escreveu aos pais que “hoje mesmo mandarei a documentação à Congregação para a Doutrina da Fé para que seja instaurado um julgamento canônico contra o professor e o colégio, sem que o menino seja citado".
Na entrevista, os pais do menino informaram que mandaram uma carta ao sucessor de Bento XVI contando o caso e que somente agora, maior de idade, o rapaz decidiu processar também na Espanha o professor. O líder da Igreja Católica tem se empenhado em investigar religiosos que cometem crimes do tipo e criou uma comissão no Vaticano para cuidar, exclusivamente, desses casos. Em julho deste ano, iria ocorrer o primeiro julgamento da história da entidade contra um ex-núncio que era acusado de pedofilia.
Porém, Józef Wesolowski passou mal dias antes da audiência e faleceu no mês de agosto, sem ter respondido pelos crimes.
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