Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Palocci se torna coringa no baralho petista para as eleições de 2010

Sexta, 28 de Agosto de 2009 às 09:24, por: CdB

Em caso de uma evolução positiva para a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho deverá mesmo ser o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2010, segundo observadores previlegiados da cena política e integrantes do Partido dos Trabalhadores. A estratégia já estaria acertada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o encaixaria – em um novo governo petista em nível nacional – na posição hoje ocupada pela possível próxima presidente do país.

Na noite passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou, por 5 votos a 4, a denúncia por quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa contra o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP). Livre do processo, o parlamentar tem agora condições para disputar cargos de maior expressão nas eleições de 2010.

"A análise exaustiva e pormenorizada dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a iniciativa do então ministro da Fazenda e, menos ainda, que indiquem uma ordem dele proveniente para a consulta, emissão e entrega de extratos da conta-poupança de Francenildo dos Santos Costa", destacou em seu voto o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, relator do caso.

A maioria do Supremo acompanhou o voto do relator, rejeitando a sugestão da Procuradoria-Geral da República para o acolhimento da denúncia. Ocorrido em 2006, o escândalo envolvendo Palocci custou-lhe o cargo e o status de nome natural dentro do PT para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, Francenildo relatou à imprensa que Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), encontrava-se com lobbistas em uma casa de Brasília, suposto local de distribuição de dinheiro e festas privadas.

Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo bancário quebrado e divulgado para a imprensa por conta de um alto valor depositado em sua conta. Os recursos poderiam justificar a tese de que ele estava a serviço da oposição. Francenildo alegou que o dinheiro viera de seu pai, que realizava os depósitos em segredo por ele ser um filho ilegítimo.

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