Em entrevista ao apresentador e comediante Jô Soares, na madrugada desta terça-feira, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reafirmou sua crença no crescimento econômico brasileiro e descartou o "vôo da galinha", como ele classifica a série intermitente de crises e desenvolvimentos do país ao longo das últimas décadas.
- O que o Brasil precisa de fato é não repetir os últimos 20 anos de história - lembrou.
Para o ministro, que descarta a candidatura a qualquer cargo nas próximas eleições, o relacionamento com o Congresso precisa ser melhor trabalhado por parte do governo.
- Houve falta de compreensão sobre a Medida Provisória 232. Reduzimos o imposto de umas 7 milhões de pessoas e aumentamos o imposto de umas 1.700 empresas, mas o fato é que a reação foi muito ruim, as empresas reagiram de forma muito ruim ao reajuste - disse. A MP reajustava a tabela do Imposto de Renda e aumentava a carga tributária para o setor de serviços e que acabou retirada de votação pelo governo devido à pressão da sociedade civil e do Congresso.
Palocci também ocupou parte da meia hora em que falou aos espectadores do programa sobre a questão do desemprego. Segundo o ministro, até o final de 2006 a meta do governo Lula é reduzir a taxa para um apenas um dígito.
- Se o Brasil conseguir quedas na taxa durante 5, 6, 7, 10 anos, o problema do emprego vai ser resolvido. Nesses dois anos, criamos 2,2 milhões de empregos diretos, com carteira assinada. Se a gente repetir três vezes isso, estamos criando 7 milhões de empregos - disse.