Ministro da Fazenda, Antonio Palocci afirmou, nesta terça-feira, que não é correto atribuir a responsabilidade pela contaminação do gado por febre aftosa, em Mato Grosso do Sul, a uma suposta não liberação de verbas. Ele reafirmou que, no começo deste ano, foram liberados R$ 90 milhões de reais para o Ministério da Agricultura, destinados aos programas de Defesa Animal e Vegetal. Segundo ele, o próprio ministro Roberto Rodrigues teria dito recentemente que, desse total, foram gastos até agora R$ 50 milhões.
Palocci também garantiu que a Fazenda vai dar todo apoio ao Ministério da Agricultura para evitar a expansão da febre aftosa, e não permitir que o caso se repita, mas deixou claro que não adotará medidas que comprometam o ajuste fiscal.
- Nós procuramos fazer a liberação de recursos dentro das limitações que o Orçamento tem e do compromisso fiscal, do qual eu não abro mão, pois acho que esse compromisso é um dos principais responsáveis pelos bons resultados econômicos do país - frisou Palocci.
O ministro justificou que a falta de atenção especial à questão fiscal foi um dos motivos que levaram à destruição sistemática dos ciclos de crescimento da economia brasileira.
- Eu não vou ser sensível àqueles que usam esses momentos de liberação, ou não, de verbas para voltar às velhas teses de dizer que questão fiscal não é importante, que o dinheiro tem de ser gasto - ressaltou.