Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Palocci: 'Governo não negocia partilha da CPMF'

Segunda, 11 de Agosto de 2003 às 13:41, por: CdB

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que o governo não abre mão da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em entrevista à Agência Estado o ministro reafirmou a posição do governo de não colocar nas negociações com os Estados e municípios a questão de partilhar a arrecadação da CPMF.

Segundo ele, muitos pontos estão em negociação, mas nenhum deles se refere a uma nova partilha da da contribuição.

— Não há nenhuma concessão por parte do governo em relação a partilha da CPMF com Estados e municípios — disse Palocci, afastando qualquer possibilidade de o governo fazer concessões nessa direção durante as negociações em torno da reforma tributária.

— Essa concessão não está em discussão agora nem depois — garantiu.

Palocci deu esta declaração ao responder sobre a possibilidade de o governo acabar cedendo em relação a esse ponto da reforma tributária quando o projeto for discutido na Câmara ou mesmo nas votações de primeiro e segundo turno no Senado.

— Não tem nenhuma negociação jogada para o futuro — insistiu.

— Nas conversas com governadores, desde a primeira vez, foi dito claramente que o governo não abre mão da CPMF. Vários temas estão em discussão, como redistribuição dos recursos da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).

Palocci lembrou que a CPMF “não é livre", já que 0,2% da arrecadação da contribuição é repassada aos Estados e municípios para aplicação na área de saúde, outros 0,1% para cobrir custos previdenciários e 0,08% para constituir os recursos do fundo de pobreza, criado no governo passado.

— Sendo assim, 0,2% dos recursos arrecadados são destinados aos Estados e municípios para a área de saúde. A CPMF já é uma contribuição com destinação definida. Não há hipótese de se fazer outra distribuição — disse Palocci.

Segundo o ministro, a única alternativa para uma nova partilha seria os Estados abrirem mão dessa parcela de 0,2% que recebem para aplicar na área de saúde.

— Isso não está em discussão. E não acredito que os governadores queiram rediscutir a questão.

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