Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Palocci defende rigor fiscal do Brasil

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou no último domingo em Washington que o governo não vacilará em manter sua política de austeridade fiscal, que vem recebendo críticas de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Leia Mais)

Segunda, 26 de Abril de 2004 às 00:20, por: CdB

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou no último domingo em Washington que o governo não vacilará em manter sua política de austeridade fiscal, que vem recebendo críticas de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A base do presidente pressiona o governo a abrandar a dura política de controle de gastos em um ano de eleições municipais, e lançou duras críticas contra a política econômica, em um movimento que a imprensa local batizou de 'fogo amigo'.

- Na política fiscal, por mais que haja fogo amigo, debates, sugestões, o governo é muito firme em seus compromissos fiscais, e os reafirma para o ano que vem e para os próximos anos - garantiu Palocci.

- No caso da política fiscal, o governo não vacila e não vacilará em fortalecer a estrutura fiscal do Brasil, porque sabemos o custo que pode ter para o país se os compromissos se debilitarem.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, nas reuniões de primavera concluídas no último domingo na capital americana, disseram que o Brasil deveria manter a prudência em suas políticas fiscal e monetária, como passo necessário para reduzir sua vulnerabilidade.

O ministro brasileiro reafirmou que em 2005 o país já não precisará renovar seu atual acordo com o FMI, de US$ 14 bilhões.

- A previsão é que, fechado este acordo, deixemos de ter um acordo com o FMI. Cremos em que o Brasil tem condições de continuar sua política econômica sem a necessidade de um novo acordo - frisou Palocci, insistindo em que isso não eximirá o país de manter suas contas fiscais em ordem.

O Brasil 'ampliou a musculatura de sua estrutura econômica, de seus fundamentos' para evitar que qualquer episódio de crise externa comprometa a saúde econômica do país, concluiu o ministro.

O governo e o FMI prevêem que a economia brasileira crescerá 3,5% este ano, depois de ter registrado em 2003 o pior desempenho em 11 anos, com um recuo de 0,2%.

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