Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Palocci confirma depoimento aos federais

Assessores do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci confirmaram, na tarde desta terça-feira, que estaria acertada a presença dele no depoimento marcado na sede da Polícia Federal, às 10h desta quarta. Ele vai depor sobre no inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. (Leia Mais)

Terça, 04 de Abril de 2006 às 15:32, por: CdB

Assessores do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci confirmaram, na tarde desta terça-feira, que estaria acertada a presença dele no depoimento marcado na sede da Polícia Federal, às 10h desta quarta. Ele vai depor sobre no inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Esta será a segunda tentativa da PF de tomar o depoimento de Palocci.

A PF informou, nesta segunda-feira, que já há "elementos suficientes" para indiciar o ex-ministro pela quebra do sigilo bancário de Francenildo. O delegado Rodrigo Carneiro Gomes, responsável pelo inquérito que apura o vazamento do sigilo bancário, deve indiciar Palocci durante o depoimento desta quarta-feira. A expectativa é que ele seja indiciado, ao menos, por quebra de sigilo funcional e abuso de poder.

O ex-ministro é suspeito de ter ordenado ao ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso a quebra do sigilo bancário do caseiro, em seguida ao desmentido na CPI dos Bingos. Costa contradisse o ministro ao dizer que o viu na casa alugada em Brasília pelos ex-assessores de Ribeirão Preto (SP) para festas com prostitutas e encontros para negócios escusos com dinheiro público.

A quebra de sigilo revelou depósitos no valor de R$ 35 mil na conta poupança de Francenildo, na Caixa Econômica Federal. Os dados da movimentação financeira, publicados na revista Época, foram usados pelos governistas para sugerir que o depoimento de Francenildo teria sido comprado pela oposição.

Mais suspeitos

O ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso também deverá depor na PF. O advogado dele disse ao delegado Gomes que seu cliente está em São Paulo, mas a PF ainda não se decidiu quanto à necessidade da expedição de um precatório para que um outro delegado o interrogue na capital paulista, ou se ele próprio irá até a cidade para tomar o depoimento. A PF também tenta localizar o paradeiro de Marcelo Netto, ex-assessor de comunicação de Antonio Palocci, suspeito repassar o extrato do caseiro para a revista. O assessor não é visto desde o pedido de afastamento do ministro, na segunda passada.

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