Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Palocci confirma acordo com FMI

O Ministério da Fazenda confirmou hoje que a diretoria executiva do FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou, na noite de sexta-feira, a extensão do acordo com o Brasil, que inclui um empréstimo de US$ 14 bilhões. Esse é o primeiro acordo sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e o quarto consecutivo do país com o Fundo desde 1998. (Leia Mais)

Domingo, 14 de Dezembro de 2003 às 20:25, por: CdB

O Ministério da Fazenda confirmou hoje que a diretoria executiva do FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou, na noite de sexta-feira, a extensão do acordo com o Brasil, que inclui um empréstimo de US$ 14 bilhões. Esse é o primeiro acordo sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e o quarto consecutivo do país com o Fundo desde 1998.

O detalhes do documento aprovado pela diretoria, por unanimidade, devem ser divulgados amanhã tanto pelo FMI como pelo governo brasileiro. Até o final da tarde de hoje, o Fundo ainda não havia divulgado nenhum comunicado oficial sobre o assunto.

O acordo, que foi anunciado no início de novembro pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, e pela vice-diretora-gerente do Fundo, Anne Krueger, terá duração de um ano. A expectativa é que o acordo aprovado tenha exatamente o mesmo conteúdo anunciado em novembro por Palocci e Krueger.

Dos US$ 14 bilhões que estarão disponíveis para o país, US$ 6 bilhões são de recursos adicionais. Os outros US$ 8 bilhões fazem parte da parcela final do acordo de US$ 30 bilhões, formalizado em 2002, ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Aquele que foi o maior empréstimo feito pelo Fundo ao país.

Palocci, ao anunciar o acordo em novembro, afirmou que o país não tinha a intenção de sacar o dinheiro do FMI. O empréstimo, segundo a equipe econômica, é uma espécie de seguro, caso ocorra alguma turbulência econômica.

Além da linha de crédito de US$ 14 bilhões, foi anunciado em novembro que o FMI havia concordado com um maior prazo para o pagamento da dívida brasileira com a instituição. O governo estava preocupado com um vencimento de US$ 12 bilhões previstos para 2005.
Dos US$ 12 bilhões, cerca de US$ 5,5 bilhões devem ter seu pagamento adiado por dois anos, deixando parte da dívida para ser paga pelo próximo presidente.

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