O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, sustentou nesta quinta-feira que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não deixará o cargo, apesar das denúncias que pesam contra ele.
Além disso, Palocci respondeu com críticas a proposta de tirar do Comitê de Política Monetária (Copom) a exclusividade nas decisões sobre o juro básico. A idéia foi levantada nesta semana pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE).
"Eu penso que as próprias lideranças do Congresso Nacional... entenderam que essas alternativas estariam na contramão do que acontece no mundo todo hoje", disse a jornalistas.
Palocci destacou que a tendência mundial é dar mais autonomia para o Banco Central e que o Brasil caminha para isso.
Sobre as denúncias envolvendo Meirelles, Palocci afirmou que "até o momento não nos parece que haja qualquer indicação de uma real irregularidade em tudo aquilo que foi levantado".
"Não há nenhuma hipótese de mudança da posição do presidente Henrique Meirelles", assegurou.
No início do mês, o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito contra Meirelles. O pedido abrange crime contra o sistema financeiro nacional, evasão de divisas do país e crime eleitoral.
O ministro da Fazenda acrescentou que a sociedade precisa entender que qualquer autoridade pode ser alvo de denúncias e repetiu que confia na Justiça e no STF para tratar a questão com cuidado.
Segundo Palocci, Meirelles participou das discussões sobre as mudanças na equipe anunciadas nesta quinta.