Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Palocci admite maior prazo para discussão da reforma da Previdência

Quarta, 16 de Julho de 2003 às 16:21, por: CdB

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, reafirmou nesta quarta-feira a necessidade do equilíbrio das contas da Previdência e admitiu a possibilidade de se gastar mais tempo na renegociação da reforma desde que seja aprovada ainda este ano.

- O compromisso é aprovar este ano. Se for agosto, setembro ou outubro não há diferença - disse a jornalistas o ministro em Madri, pouco antes de embarcar para o Brasil. O ministro acompanhou a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Madri.

- Eu prefiro mais tempo com a melhor reforma do que uma reforma apressada com perda da qualidade de produto.

Em relação às novas propostas que estão sendo negociadas em Brasília, o ministro disse que não comentaria "pontos isolados".

- É preciso observar o conjunto de proposições e se garantem que a reforma Previdenciária vai trazer aquilo que é fundamental, ou seja, o equilíbrio de longo prazo.

Desde a semana passada, há forte movimentação de parlamentares, ministros e governadores para efetuar alterações na proposta de reforma previdenciária enviada pelo governo ao Congresso. Os principais pontos em discussão são a aposentadoria integral aos servidores públicos atuais e a paridade de reajuste salarial entre os aposentados e os funcionários da ativa.

Esses itens já são um direito dos servidores, mas não foram contemplados na proposta governamental. Na ausência de Lula, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, está capitaneando as discussões. Lula acompanhou os debates pelo telefone.

- O Brasil não pode conviver com uma Previdência que as pessoas se aposentam numa idade que não é razoável para o país. O Brasil não pode conviver com uma Previdência que não tem contas sustentáveis. Não é possível que o país não possa compreender isso - disse o ministro.

O ministro afirmou, no entanto, que a reforma pode não ser definitiva.

- Como nós queremos que essa reforma, mesmo que não seja definitiva, seja uma valorização de longo prazo da questão previdenciária, então temos que trabalhar para que ela seja feita de maneira adequada.

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