O Palmeiras penhorou 10% da premiação a que o Fluminense teve direito pela conquista do Carioca. Segundo Antonio Carlos Corcione, assessor da presidência, o clube carioca deve ter recebido semana passada R$ 400 mil (R$ 40 mil depositado em juízo).
A Justiça condenou o Fluminense a pagar R$ 3 milhões ao Palmeiras referente à venda do volante Leandro Ávila, no final dos anos 90. Na época, o Fluminense ficou devendo R$ 1,3 milhão.
O Palmeiras já havia penhorado 20% das rendas dos dois jogos das finais do Carioca, o que rendeu cerca de R$ 90 mil somados.
Nesta terça-feira, o Fluminense apresentou três reforços para o Campeonato Brasileiro, jogadores que há pouco mais de uma semana defendiam o Volta Redonda contra o próprio tricolor, na decisão do Campeonato Estadual. Além do goleiro Lugão e do lateral-direito Schneider, que já estavam praticamente negociados na semana da final, também foi contratado o atacante Léo Guerra, que acertou sua transferência no último sábado.
A diretoria do clube, entretanto, revelou a possibilidade de se desfazer de três titulares da atual equipe, todos formados nas divisões de base do clube. Embora negue que tenha propostas pelo zagueiro Antônio Carlos e pelos meias Diego e Arouca, o coordenador de futebol do Flu, Paulo Bhering, admitiu que o tricolor precisará negociar alguns jogadores para manter os salários em dia.
- Não há jogador inegociável no Fluminense. Sendo bom para o clube e para o atleta, o negócio será feito. No caso do Antônio Carlos, há necessidade, por causa da Lei Pelé. Caso haja uma boa proposta, podemos negociar, até porque precisamos efetuar o pagamento em dia até o fim do ano - declarou ele.