Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Palmeiras é campeão da Série B

Sábado, 22 de Novembro de 2003 às 22:15, por: CdB

Após 34 jogos na Série B, o Palestra volta a figurar entre os grandes clubes do Brasil em 2004. A classificação veio no melhor estilo dramático. Em pleno agreste pernambucano, diante de uma torcida fanática e revoltada, o Palmeiras contou com a raça, com o talento e, por que não, com a superstição do volante Magrão. De quebra, conquistou o título da Segundona e garantiu também o acesso do Botafogo.

Na verdade, o acesso foi cantado ainda antes do jogo. Magrão resolveu apostar nos "deuses da bola" e entrou em campo com a mesma camisa utilizada no jogo contra o Santa Cruz, quando marcou seu primeiro gol na temporada. E profetizou: "Eu não sou atacante, é díficl acontecer. Mas, por que não. Sei lá, de repente sai o golzinho do acesso. Por isso coloquei essa camisa outra vez".

No começo do jogo, a vontade do Sport foi mais forte que a magia do Palmeiras. Sempre pelas pontas, a equipe da casa criou boas oportunidades, mas a defesa palmeirense, bem posicionada, conseguia afastar o perigo.

As faltas foram a alternativa encontrada pelos dois times para romper o bloqueio. Primeiro o Verdão, com Baiano exigindo defesa difícil de Maizena. Depois o Leão, com tiros de Nildo, da ponta de direita, e Gaúcho, pelo meio, que forçaram Marcos a trabalhar.

No início do segundo tempo, nova falta para o Sport, na boca da área. Valdir Papel, entre a confiança e o desespero, se aproximou do zagueiro Gaúcho, cobrador oficial, e deu um tapinha nas costas do colega, como quem diz: "faça o gol e livre a nossa cara". Não deu outra. O zagueirão acertou um bomba indefensável para o goleiro Marcos e abriu o placar.

A expulsão de Adãozinho, um pouco depois do gol, parecia adiar a classificação alviverde. Não fosse pela fé dos torcedores. E de Magrão, é claro. Numa cobrança de escanteio da esquerda, o volante subiu mais alto que toda a defesa do Sport e usou a cabeça para cumprir a profecia. Era o gol do acesso.

O drama até poderia ser maior, mas Edmílson resolveu acabar com o sofrimento. Após passe de Diego Souza, o atacante invadiu a área e tocou na saída de Maizena. Era o gol do título. Dali pra frente foi só esperar. Marcos ainda fez algumas defesas, Diego Souza ainda acertou a trave. Mas poucos repararam. O importante era o acesso. Em tantos anos de história, poucos títulos foram tão festejados. Poucos títulos foram tão justos.

SPORT 1 X 2 PALMEIRAS

Sport
Maizena, Carlinhos, Gaúcho, Marcão e Magal (Cleyson Rato); Ataliba (Weldon), Bebeto Campos, Vágner Mancini e Nildo; Ricardinho e Valdir Papel.
Técnico: Hélio dos Anjos

Palmeiras
Marcos, Baiano, Gláuber, Leonardo e Lúcio; Adãozinho, Magrão, Élson (Corrêa) e Diego Souza; Edmílson e Vágner Love (Dênis).
Técnico: Jair Picerni

Data: 22/11 (sábado)
Local: Gigante do Agreste, em Garanhuns
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa/PR)
Assistentes: Roberto Braatz (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR)
Cartões amarelos: Lúcio, Vágner Mancini, Baiano, Vágner Love
Cartões vermelhos: Adãozinho aos 15 min do segundo tempo
Gols: Gaúcho aos 12 min do segundo tempo; Magrão aos 21 min e Edmílson aos 31 min do segundo tempo

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