Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Palestinos também querem vingar a morte de Yassin

Segunda, 22 de Março de 2004 às 06:21, por: CdB

Militantes palestinos prometeram nesta segunda-feira ``enviar a morte para cada casa'' em Israel como vingança pelo assassinato do líder espiritual do Hamas, xeique Ahmed Yassin. Em Gaza, onde Yassin foi assassinado após orações na madrugada desta segunda, milhares de pessoas tomaram as ruas em demonstração de tristeza. Homens armados dispararam seu fuzis automáticos para o ar e atiraram pequenas bombas em sinal de fúria.

``Xeique Ahmed Yassin, descanse em paz. Eles nunca terão descanso. Enviaremos a morte para cada casa, cada cidade, cada rua de Israel'', gritavam os militantes através de alto-falantes na Cidade de Gaza.

Yassin e outras sete pessoas, incluindo dois guarda-costas, foram mortos quando helicópteros de Israel dispararam três mísseis contra o grupo do xeique de 67 anos, que deixava uma mesquita.

Palestinos pediram o assassinato de líderes israelenses, incluindo o primeiro-ministro, Ariel Sharon, e o ministro da Defesa, Shaul Mofaz. ``Somos todos Yassin. Queremos ser mártires. Sua batalha é contra milhões de pessoas e todas as pessoas são Yassin'', disse o mecânico Ali Taha.

O Hamas, que se dedica à destruição de Israel e exige o retorno de terra árabe, matou centenas de israelenses em atentados suicidas desde o início da atual Intifada palestina, em setembro de 2000. 

``Hoje é o início de uma nova Intifada (levante)'', afirmou um homem chamado Ahmed.
Salaam, dentista da Cidade de Gaza. Disse ainda que os palestinos conduzirão uma vingança bíblica pela morte de Yassin. ``Olho por olho, dente por dente'', declarou ele à Reuters.

Fumaça preta subia ao céus na Faixa de Gaza e em diversas partes da Cisjordânia palestinos atearam fogo em pneus em protesto. A Autoridade Palestina determinou três dias de luto oficial e ordenou uma greve geral para marcar a morte de Yassin.

``Os israelenses deveriam pagar com seu sangue, sangue dos seus líderes, soldados, colonos e civis. Não nos importamos mais com a morte de civis do lado israelense'', disse Ahmed Ali, que rezava na mesma mesquita de Yassin.

Tags:
Edições digital e impressa