Em meio à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, militantes ligados ao grupo palestino Fatah anunciaram, nesta quarta-feira, que teriam um terceiro refém israelense em seu poder. Segundo a agência de notícias Associated Press, um comunicado assinado por Abu Fouad, porta-voz da Brigada dos Mártires Al Aqsa, alega manter um israelense de 62 anos em cativeiro.
O grupo palestino não identificou o homem, mas disse que ele é da cidade de Rishon Lezion. Ainda segundo o comunicado, mais evidências de que o grupo tem de fato o refém seriam reveladas em breve.
O ministro da Justiça israelense, Haim Ramon, afirmou não ter nenhuma informação sobre o assunto, no entanto, o porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, declarou que um homem de 62 anos foi dado como desaparecido nesta segunda-feira, mesma data que a Brigada alega ter feito o seqüestro. De acordo com as informações da polícia, que trata o caso como sendo de desaparecimento e não de seqüestro, o desaparecido é Noah Moskovitch.
Este seria o terceiro seqüestro desde domingo, quando o grupo palestino Comitê de Resistência Popular capturou o soldado israelense Gilad Shalit. Na tarde desta quarta-feira, o Comitê de Resistência Popular também exibiu os documentos de um colono israelense, Eliahu Asheri, como prova do seqüestro, embora Israel também não tenha confirmado o caso.
Proposta reijeitada
Israel, que lançou nesta quarta-feira a primeira ofensiva militar na Faixa de Gaza desde que desocupou a região, há um ano, disse estar preparado para tomar "medidas extremas" na busca pelo soldado. No ataque desta quarta-feira, foram destruídas pontes e um gerador de energia, deixando 1,4 milhão de pessoas sem eletricidade, incluindo hospitais.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou os ataques como 'punição coletiva'. O governo palestino liderado pelo Hamas também reforçou o pedido dos militantes para que Israel aceite trocar o soldado capturado por mulheres e crianças mantidas como prisioneiros pelos israelenses.
Israel já havia rejeitado a proposta.