Os planos de Israel de libertar mais de 300 prisioneiros palestinos nesta quarta-feira, no que o país classificou de gesto para promover a paz, foram por água abaixo depois de os palestinos classificarem a medida de fraude.
Em vez de aumentar a confiança no plano de paz apoiado pelos EUA, a soltura aumentou a desconfiança entre os dois lados e levou ao cancelamento das negociações entre o líder israelense Ariel Sharon e o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas.
Os palestinos querem anistia para todos seus seis mil compatriotas presos pelos israelenses, afirmando que isso mostraria o comprometimento de Israel com o Mapa da Paz, que visa ao fim da violência na região e à criação de um estado independente palestino até 2005.
Já Israel quer manter os palestinos envolvidos em ataques a seus cidadãos atrás das grades, mas anunciou a soltura de 339 prisioneiros, incluindo cerca de 30 que completariam suas sentenças neste mês.
Líderes palestinos disseram que esse é um truque de Israel. Integrantes de destaque de grupos militantes, que declararam um cessar-fogo de três meses no dia 29 de junho, disseram que sua paciência estava no fim.
'É inútil', disse Ismail Abu Shanab, do grupo Hamas, a respeito da libertação de prisioneiros.
- A prioridade deveria ter sido dada a prisioneiros com sentenças extensas. Não aceitaremos os truques de Sharon - completou Shanab
Mas outros representantes do Hamas e de outro grupo militante, o Jihad Islâmico, não ameaçaram acabar com a trégua em comentários a repórteres depois de encontros com Abbas em Gaza, na terça-feira.
O Mapa da Paz não cita soltura de prisioneiros, mas requer a implementação de um plano anterior que pedia a libertação de todos os palestinos presos em arrastões de segurança e que não têm ligações com atividades terroristas.
Palestinos não acreditam nos planos de Israel
Terça, 05 de Agosto de 2003 às 21:21, por: CdB