Militares israelenses confirmaram que seis soldados foram mortos nesta terça-feira quando o blindado em que estavam foi atingido por militantes palestinos durante uma incursão do Exército na Faixa de Gaza.
O veículo transformou-se em uma imensa bola de fogo, que podia ser vista por toda a região.
Fontes militares israelenses disseram que o veículo transportava explosivos para serem usados na demolição de locais para fabricação de bombas dos militantes palestinos.
Esse foi o maior golpe contra as forças israelenses nos territórios ocupados desde novembro de 2002, quando militantes mataram nove soldados e três guardas de colonos judaicos em uma emboscada na cidade de Hebron, na Cisjordânia.
Logo depois, tropas israelenses apoiadas por tanques e helicópteros de combate realizaram uma operação militar na Cidade de Gaza nesta terça-feira , matando três palestinos - pelo menos dois deles armados - e ferindo outras 20 pessoas em intensos combates, informaram testemunhas.
"Uma unidade entrou (no bairro de Zeitoun) e estamos promovendo uma operação de precisão contra a infra-estrutura terrorista", disse um porta-voz militar israelense.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que está preparando um plano modificado de retirada de Gaza após sua proposta original ser rejeitada pelo seu partido, o direitista Likud, em 2 de maio, prometeu continuar a atacar grupos militantes.
Testemunhas disseram que homens armados correram para o local da operação e que intensos combates ocorreram. Nessas batalhas dois palestinos, pelo menos um dele militante, foram mortos e outras 10 pessoas - quatro delas armadas - ficaram feridas.
Um helicóptero atirou um míssil em homens armados matando um combatente do Hamas e ferindo 13 pessoas, a maioria não combatentes que tentavam se proteger em uma viela durante a operação.
A Rádio do Exército israelense informou que as forças destruíram cinco oficinas onde eram fabricados mísseis Qassan usados contra assentamentos judeus em Gaza e em cidades do sul de Israel.
Ainda segundo as testemunhas, as tropas cercaram casas de militantes do Hamas e do Jihad Islâmica e arrombaram a porta de vários prédios para estabelecer postos de vigilância em seus telhados.