Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Palestinos matam seis israelenses e sofrem retaliação

Terça, 11 de Maio de 2004 às 06:52, por: CdB

 
Militares israelenses confirmaram que seis soldados foram mortos nesta terça-feira quando o blindado em que estavam foi atingido por militantes palestinos durante uma incursão do Exército na Faixa de Gaza.

O veículo transformou-se em uma imensa bola de fogo, que podia ser vista por toda a região.
Fontes militares israelenses disseram que o veículo transportava explosivos para serem usados na demolição de locais para fabricação de bombas dos militantes palestinos.

Esse foi o maior golpe contra as forças israelenses nos territórios ocupados desde novembro de 2002, quando militantes mataram nove soldados e três guardas de colonos judaicos em uma emboscada na cidade de Hebron, na Cisjordânia.   

Logo depois, tropas israelenses apoiadas por tanques e helicópteros de combate realizaram uma operação militar na Cidade de Gaza nesta terça-feira , matando três palestinos - pelo menos dois deles armados - e ferindo outras 20 pessoas em intensos combates, informaram testemunhas.
"Uma unidade entrou (no bairro de Zeitoun) e estamos promovendo uma operação de precisão contra a infra-estrutura terrorista", disse um porta-voz militar israelense.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que está preparando um plano modificado de retirada de Gaza após sua proposta original ser rejeitada pelo seu partido, o direitista Likud, em 2 de maio, prometeu continuar a atacar grupos militantes.

Testemunhas disseram que homens armados correram para o local da operação e que intensos combates ocorreram. Nessas batalhas dois palestinos, pelo menos um dele militante, foram mortos e outras 10 pessoas - quatro delas armadas - ficaram feridas.

Um helicóptero atirou um míssil em homens armados matando um combatente do Hamas e ferindo 13 pessoas, a maioria não combatentes que tentavam se proteger em uma viela durante a operação.

A Rádio do Exército israelense informou que as forças destruíram cinco oficinas onde eram fabricados mísseis Qassan usados contra assentamentos judeus em Gaza e em cidades do sul de Israel.

Ainda segundo as testemunhas, as tropas cercaram casas de militantes do Hamas e do Jihad Islâmica e arrombaram a porta de vários prédios para estabelecer postos de vigilância em seus telhados.


 

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