Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Palestinos mantêm ataques em Israel

A polícia israelense disparou contra dois palestinos que esfaquearam um morador de uma cidade perto de Jerusalém nesta quinta-feira, em uma onda de violência que será o foco das negociações no final do dia entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Quinta, 22 de Outubro de 2015 às 08:30, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Jerusalém: A polícia israelense disparou contra dois palestinos que esfaquearam um morador de uma cidade perto de Jerusalém nesta quinta-feira, em uma onda de violência que será o foco das negociações no final do dia entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Uma porta-voz da polícia disse que os palestinos ficaram gravemente feridos no incidente e o homem que eles atacaram em uma parada de ônibus na cidade de Beit Shemesh também ficou ferido. Todos os três foram levados para o hospital.
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Manifestantes palestinos durante confronto contra tropas israelenses, em Hebron, na Cisjordânia
Nove israelenses foram mortos em ataques com facas, tiroteios e ataques de veículos de palestinos desde o início de outubro, enquanto 48 palestinos, incluindo 24 agressores, entre os quais crianças, foram mortos pelas forças de segurança israelenses na reação. Entre as causas da turbulência está a revolta dos palestinos com o que consideram ser uma invasão de judeus na mesquita Al-Aqsa, na murada Cidade Velha de Jerusalém, o local mais sagrado do Islã, depois da Arábia Saudita, e que também é reverenciado pelos judeus como local dos mais antigos templos judaicos. Netanyahu se comprometeu a manter o "status quo" em vigor há décadas no complexo, pelo qual judeus são proibidos de rezar lá, e negou as acusações palestinas de que tenha a intenção de alterar o acordo. Problemas com palestinos O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, provocou controvérsia na quarta-feira, horas antes de uma visita à Alemanha, ao dizer que um ex-líder muçulmano de Jerusalém convenceu Adolf Hitler a exterminar os judeus. Em um discurso para o Congresso Sionista na noite de terça-feira, Netanyahu se referiu a uma série de ataques feitos por muçulmanos contra judeus na Palestina durante a década de 1920 que, segundo ele, foram instigados pelo então mufti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini. Husseini foi a Berlim visitar Hitler em 1941, e Netanyahu disse que esse encontro foi fundamental para a decisão do líder nazista de lançar uma campanha para aniquilar os judeus. – Hitler não queria exterminar os judeus na época, ele queria expulsar os judeus – disse Netanyahu no discurso. "E Haj Amin al-Husseini foi até Hitler e disse: 'Se você expulsá-los, todos vão vir para cá." – Então, o que eu deveria fazer com eles? – perguntou Hitler ao mufti, de acordo com Netanyahu. “Queime-os." Netanyahu, cujo pai foi um eminente historiador, foi rapidamente criticado por políticos israelenses da oposição e especialistas sobre o Holocausto, que disseram que ele estava distorcendo o registro histórico. Autoridades palestinas afirmaram que Netanyahu parecia estar absolvendo Hitler do assassinato de seis milhões de judeus a fim de lançar a culpa sobre os muçulmanos. O Twitter foi inundado com críticas. – É um dia triste na história em que o líder do governo israelense odeia tanto seu vizinho que está disposto a absolver o criminoso de guerra mais notório na história, Adolf Hitler, do assassinato de seis milhões de judeus – afirmou Saeb Erekat, o secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina. – Netanyahu tem de parar de usar esta tragédia humana para marcar pontos para suas finalidades políticas – disse Erekat, que é o negociador-chefe palestino com os israelenses. Não ficou claro em que fontes Netanyahu baseou os seus comentários. O livro "O Mufti de Jerusalém", de 1947, e uma reportagem de jornal na época disseram nos julgamentos de crimes de guerra de Nurembergue um ex-assessor de Hitler havia declarado que Husseini tinha tramado com o líder nazista para livrar a Europa dos judeus. Husseini foi procurado por crimes de guerra, mas nunca apareceu no processo de Nurembergue e morreu mais tarde no Cairo.      
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