Dezenas de palestinos armados deram tiros para o alto na quarta-feira durante uma manifestação realizada em frente da casa de férias do primeiro-ministro Ahmed Qurie, exigindo uma vaga nas forças de segurança, disseram testemunhas.
Qurie não estava na casa, situada em Jericó, e os homens armados deixaram o local depois de ocupar o gramado por uma hora. A maior parte dos manifestantes era da facção palestina Fatah.
A demonstração de força revela, de toda forma, as tensões na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, territórios ocupados por Israel, enquanto a Autoridade Palestina tenta restabelecer a ordem controlando facções armadas rebeldes na esperança de avançar no processo de paz com os israelenses.
Membros dos grupos militantes de Jericó disseram que 14 homens armados foram detidos pela polícia. A Autoridade Palestina não quis fazer comentários sobre o caso.
Israel pretende se retirar da Faixa de Gaza em agosto, fazendo da faixa costeira um teste da soberania palestina. Os palestinos, que também desejam a região da Cisjordânia para formar um Estado próprio, prometeram manter a ordem no local.
"O caos não significa resistência (à ocupação) e não resultará na vitória," disse Qurie, em um discurso proferido em Nablus (Cisjordânia).
Não estava claro se o premiê já tinha informações sobre o incidente ocorrido em Jericó.
"O caos pode abrir as portas do inferno. Os que se beneficiam do caos também podem ser tragados pelo inferno. A partir de hoje, o gabinete de governo será responsável por essa questão. Se o gabinete conseguir impor a ordem e a lei, ele continuará. Se fracassar, terá de ir para casa," disse.
Testemunhas afirmaram que entre os cerca de 40 homens armados que participaram da manifestação na casa de Qurie havia ex-integrantes das forças de segurança palestinas que foram para a militância durante a Intifada de 2000 e que agora querem recuperar seus antigos empregos.