Palestinos e israelenses aceitaram em princípio as propostas destinadas a encerrar o conflito entre eles, disse na terça-feira a agência estatal de notícias do Egito, a Mena.
Citando fontes não-identificadas de primeiro escalão, a agência disse que os passos para isso, inclusive um cessar-fogo, têm o apoio também dos Estados Unidos e da União Européia.
Fontes palestinas disseram que ainda não há acordo entre a Autoridade Nacional Palestina e o grupo militante Hamas a respeito de uma trégua com Israel, mas autoridades afirmaram que as partes vêm se reunindo na Faixa de Gaza e estão perto de um entendimento.
O Egito tenta há anos mediar a crise palestina, idéia que, segundo analistas, ganhou novo impulso depois da morte do presidente palestino, Yasser Arafat, em novembro. Agora, o objetivo do Cairo seria "testar" o compromisso de Israel e dos Estados Unidos com o processo de paz.
"Fontes de primeiro escalão confirmaram que uma importante compreensão-- chegando ao ponto de um acordo em princípio-- foi completada entre Egito, Israel, os palestinos e várias partes internacionais ativas (EUA e União Européia), com respeito a uma resolução abrangente da luta israelo-palestina", disse a Mena. O governo egípcio não comentou a informação.
As fontes da agência disseram que uma conferência internacional pode acontecer depois de julho em Washington. Entre os pontos já acertados estaria a decisão de Israel de paralisar as operações militares na Cisjordânia e na Faixa de Gaza se os palestinos não cometerem mais atentados.
"(O primeiro-ministro israelense, Ariel) Sharon não considera necessário assinar um acordo de cessar-fogo até que a capacidade administrativa e de segurança da Autoridade Palestina seja gradualmente reconstruída", disse a Mena.
Ainda de acordo com ela, Sharon teria prometido ao Egito, durante uma recente visita, que vai soltar prisioneiros palestinos, liberar parte das verbas congeladas da Autoridade Palestina e autorizar a movimentação de pessoas nos territórios ocupados.
Os palestinos elegem o sucessor de Arafat no dia 9 de janeiro. A Mena afirmou que o plano visa a permitir que a eleição ocorra "sem empecilhos ou pressões".
A proposta prevê também que o Egito treine, a partir de fevereiro, forças policiais palestinas, e que a Autoridade Palestina crie um plano abrangente de segurança depois das eleições.
O Egito foi o primeiro país árabe a firmar um acordo de paz com Israel. Nos últimos anos, os dois países se afastaram, mas as relações voltaram a melhorar recentemente.