Palestinos criticam novos assentamentos anunciados por IsraelO primeiro ministro Benjamin Netanyahu ordenou, em novembro de 2009, uma suspensão de 10 meses na construção de novos assentamentos nos territórios que Israel capturou na Guerra de 1967. Ele não aceitou os apelos da ONU no ano passado para prorrogar esse prazo. Israel anunciou, dia 25 de julho, planos para construir mais 294 casas em dois assentamentos judaicos na Cisjordânia. Novas construções seriam parte de um vasto plano de construir outras 7000 casas ao redor de Israel.
Reuters
Israel anunciou, dia 25 de julho, planos para construir mais 294 casas em dois assentamentos judaicos na Cisjordânia. Palestinos afirmam que a decisão dificulta o processo de negociações em torno de sua busca por reconhecimento na Organização das Nações Unidas (ONU).
O ministro da Habitação de Israel ligou as novas construções ao plano nacional de diminuição dos preços das habitações, que tiveram forte alta nos últimos anos. O anúnciou apaziguou os manifestantes [nas ruas de Israel] que demandam preços mais viáveis das moradias.
Os incorporadores buscam construtores para o projeto de expansão de Beitar Illit, enclave fora de Jerusalém, e Karnei Shomron, um assentamento às margens da maior cidade palestina da Cisjordânia, Nablus.
Ariel Rosenberg, porta voz do ministro, disse que os empreendimentos levariam de 2 a 3 anos, antes que os apartamentos fossem construídos, acrescentando que os beneficiados serão os primeiros a ocupar áreas além de Jerusalém, à medida que o congelamento das construções expira em setembro.
O primeiro ministro Benjamin Netanyahu ordenou, em novembro de 2009 uma suspensão de 10 meses na construção de novos assentamentos nos territórios que Israel capturou na Guerra de 1967. Ele não aceitou os apelos da ONU no ano passado para prorrogar esse prazo.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, recusou-se a estabelecer conversações de paz com Israel, até que as atividades de construção em assentamentos sejam completamente congeladas. Em vez dessas conversações, ele optou por focar nos esforços para a proposta de reconhecimento do status de estado pelas Nações Unidas, em setembro.
“Essa decisão é mais uma razão que nos convoca para irmos às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança para pedir o reconhecimento do Estado da Palestina e para obter o status de membro pleno, pelas Nações Unidas”, disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz de Abbas, numa declaração.
Hagit Ofran, porta-voz para assuntos de assentamentos do grupo Peace Now disse que os planos de novas construções “mostram ao público que o governo israelense não está se movendo em direção à paz”.
Rosenberg disse que novas construções seriam parte de um vasto plano de construir outras 7000 casas ao redor de Israel. As declarações foram dadas enquanto centenas de militantes protestavam contra a alta do preço das moradias, no centro de Tel Aviv, para pedir preços viáveis.
“O ministro está constantemente buscando negociar terras para superar o problema da escassez de moradia”, disse Rosenberg.
Em contraste com os EUA e a Europa, os preço das moradias em Israel subiram algo em torno de 50% nos últimos três anos.
Netanyahu ja disse que irá se esforçar para cortar as fitas vermelhas, segundo ele frequentemente usadas para impossibilitar novas construções.
Tradução: Katarina Peixoto