Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Palestinos acusam Israel de romper cessar-fogo em Gaza

Imediatamente após o início de um cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza, anunciado por Israel, palestinos acusaram os israelenses de quebrá-lo, bombardeando uma casa na cidade de Gaza nesta segunda-feira. O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza Ashraf Al-Qidra disse que o ataque contra uma casa no campo Shati aconteceu depois do início previsto da trégua nesta segunda de manhã.

Segunda, 04 de Agosto de 2014 às 08:49, por: CdB
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Palestinos carregam o corpo de uma mulher retirado dos escombros de uma casa que segundo testemunhas foi destruída em um bombardeio de Israel, na Faixa de Gaza Ônibus tombado por uma escavadeira em Jerusalém
Imediatamente após o início de um cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza, anunciado por Israel, palestinos acusaram os israelenses de quebrá-lo, bombardeando uma casa na cidade de Gaza nesta segunda-feira. O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza Ashraf Al-Qidra disse que o ataque contra uma casa no campo Shati aconteceu depois do início previsto da trégua nesta segunda de manhã. Uma porta-voz militar israelense disse estar apurando o que aconteceu no campo de refugiados. Segundo ela, quatro foguetes haviam sido disparado de Gaza desde o início da trégua, sendo que dois detonaram dentro de Israel. Israel anunciou um cessar-fogo para facilitar a chegada de ajuda humanitária e para permitir a entrada em casa de centenas de milhares de palestinos desabrigados devido ao conflito de quatro semanas. O anúncio foi recebido com desconfiança pelo grupo islamita Hamas, que controla Gaza, e foi feito após a incomum repreensão dos Estados Unidos em decorrência do aparente ataque israelense no domingo a um abrigo administrado pela ONU, que matou 10 pessoas. Uma autoridade de defesa israelense disse que o cessar-fogo, das 10h às 17h (4h às 11h no horário de Brasília), teria validade em todos os locais menos nas áreas ao sul da cidade de Rafah, onde forças terrestres intensificaram os ataques depois que três soldados foram mortos em uma emboscada do Hamas lá na sexta-feira. - Se a trégua for rompida, as forças militares retornarão fogo durante a declarada duração da trégua - disse o oficial. Campo de refugiados Uma criança morreu e 30 pessoas ficaram feridas após o ataque a um campo de refugiados na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, minutos após o início do cessar-fogo unilateral israelense, informaram fontes médicas. O ataque atingiu uma casa no campo de refugiados de Shati, matando uma menina de 8 anos, informou o porta-voz dos serviços de emergência palestinianos, Ashraf al-Qudra. Testemunhas disseram que foi um ataque aéreo de Israel, mas o Exército israelense não comentou imediatamente o incidente, informando apenas que investigaria o caso. No início do dia, o Exército israelense anunciou um cessar-fogo unilateral com duração de sete horas, começando às 8h. De acordo com Benjamin Netanyahu, esta é a oitava trégua israelense e acontece no momento em que Israel é alvo de indignação internacional, após um tiro de artilharia cair sobre uma escola das Nações Unidas em Rafah, neste domingo, matando 10 pessoas. É a terceira vez em 10 dias que uma escola das Nações Unidas é atingida. Nos últimos dois ataques, em Beit Hanoun e Jabaliya, no norte de Gaza, morreram cerca de 30 pessoas. O cessar-fogo coincide com o início de uma operação do Exército de Israel para a retirada de tropas terrestres. Não há informação sobre se a retirada será total e a região que ainda se encontra sobre ataques aéreos e de artilharia. Todas as tréguas antecedentes foram quebradas, sendo que a última ocorreu no dia 1º de agosto, aceita por Israel e pelo Hamas, e que durou apenas duas horas. Segundo Sami Abou Zouhri, porta-voz do Hamas, o "cessar-fogo unilateral não é mais que uma tentativa de Israel de tirar atenção aos massacres que comete". De acordo com fontes locais, morreram pelo menos 1.822 palestinianos desde o início do conflito em 8 de julho, enquanto do lado israelense morreram 64 soldados e três civil. Em um comunicado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que ao contrário do que afirma o Hamas, o grupo têm lançado mísseis a alvo civis israelenses. O comunicado diz ainda que Israel não quer matar civis palestinos. "É um escândalo do ponto de vista moral e um ato criminoso", afirmou Ban Ki-Moon, o secretário-geral das Nações Unidas. Os EUA, principais aliados de Israel, mostraram-se "consternados" devido aos "bombardeamentos vergonhosos" de Israel. Sem designar expressamente Israel como responsável, a ONU e Washington sublinharam que o Exército está bem informado quanto à localização de refugiados das Nações Unidas. Israel acusa o Hamas de se servir de civis como escudos humanos e de usar escolas e hospitais para lançar mísseis contra Israel. Manobra midiática O Hamas, que enviou representantes ao Egito para negociações de uma trégua, disse que o ataque de Israel após o início do cessar-fogo mostra que a trégua era uma manobra midiática. - Pedimos que as pessoas continuem a ser cuidadosas - disse o porta-voz Sami Abu Zuhri. Israel está diminuindo sua ofensiva apesar da ausência de um acordo com o Hamas. Segundo Israel, o Exército completou seu objetivo principal da operação de solo: a destruição de túneis utilizados para invadir o território israelense. Em um ataque aéreo na madrugada, Israel matou Danyal Mansour, um alto comandante da Jihad Islâmica, um grupo palestino que luta com o Hamas. Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho após um aumento dos disparos de foguetes feitos pelo Hamas. O conflito então avançou para uma invasão por terra em Gaza. Autoridades de Gaza dizem que 1.804 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos e mais de 25 %  dos 1,8 milhão de moradores da região ficaram desabrigados, com mais de 3.000 casas palestinas destruídas ou danificadas. Escavadeira atinge ônibus
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Um veículo pesado de construção civil atingiu e matou um pedestre e virou um ônibus em Jerusalém nesta segunda-feira, no que a polícia suspeita ter sido um ataque palestino, encerrado após um policial atirar e matar o motorista da escavadeira amarela. Não havia passageiros no ônibus, localizado em um bairro ultraortodoxo. Imagens de uma câmera de segurança transmitidas na TV israelense mostravam o braço da escavadeira rasgando a lateral do ônibus tombado sobre a calçada. A mídia israelense disse que o motorista da escavadeira era um palestino do leste de Jerusalém. O chefe de polícia do distrito de Jerusalém, Yossi Farienti, disse que a escavadeira "atingiu um cidadão judeu em canteiro de obras e então desceu a rua cerca de 50 metros, onde virou o ônibus com seu braço, ferindo levemente três pessoas". O porta-voz policial Micky Rosenfeld disse que "a polícia está investigando o incidente como um ataque terrorista". Ele disse que um policial atirou e matou o motorista da escavadeira. O ministro de Segurança Interna, Yitzhak Aharonovitch, disse que a atual guerra em Gaza, que já dura quatro semanas, tem aumentado a preocupação com ataques dentro das cidades israelenses. - Desde o momento em que o conflito começou no sul, nos demos conta que incidentes como esse com um agressor solitário podem acontecer e ataques com tratores são familiares em Jerusalém - disse Aharonovitch à TV Channel 2. -  Toda a família (do motorista) está sendo interrogada. Queremos saber quem mandou ele, se ele agia sozinho, se ele pertencia a alguma rede todas essas coisas estão sendo checadas - disse ele.  
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