Rio de Janeiro, 03 de Janeiro de 2026

Palestina pede fim de cerco internacional

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo para que a comunidade internacional reconheça o novo governo de união nacional e suspenda o boicote econômico imposto no ano passado. "Este casamento de união nacional recebeu elogios do mundo árabe e da comunidade internacional, que nós esperamos ver transformados em passos práticos para acabar com este cerco", afirmou Abbas. (Leia Mais)

Sábado, 17 de Março de 2007 às 07:57, por: CdB
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo para que a comunidade internacional reconheça o novo governo de união nacional e suspenda o boicote econômico imposto no ano passado.

- Este casamento de união nacional recebeu elogios do mundo árabe e da comunidade internacional, que nós esperamos ver transformados em passos práticos para acabar com este cerco - afirmou Abbas, neste sábado, na abertura de uma sessão especial do Parlamento palestino, convocada para aprovar o novo gabinete.

O novo quadro de ministros faz parte de um acordo fechado entre as facções palestinas Hamas e Fatah há algumas semanas, e é composto por membros dos dois grupos e de partidos menores, além de políticos independentes.

A União Européia e a Organização das Nações Unidas (ONU) já deram sinais de que poderão suspender as restrições econômicas, mas Israel diz que o novo governo é "um passo atrás".

Israel

Abbas disse que os palestinos estão "estendendo as mãos" a Israel para "conquistar a paz da liberdade e da igualdade".

Ele afirmou ainda que o povo palestino "rejeita a violência em todas as suas formas" e pediu "um compromisso mútuo com Israel para conter a violência".

Israel, no entanto, segue se afastando do novo governo palestino.

Na sexta-feira, o vice-ministro da Defesa israelense, Ephraim Sneh, disse que seu país deveria tentar negociar apenas com Abbas, como uma maneira de "tirar o Hamas do poder".

A economia palestina foi muito prejudicada pelo embargo internacional, imposto depois que o Hamas venceu as eleições parlamentares em janeiro de 2006.

O grupo rejeitou os apelos para reconhecer Israel e renunciar à violência.

EUA

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Matthew Price, o novo gabinete palestino inclui ministros que reconhecem Israel.

Por isso, de acordo com Price, a União Européia e da ONU deram indícios de que estariam dispostos a reduzir as restrições.

Os Estados Unidos também já teriam mostrado que deixariam uma porta aberta para contatos com o novo ministro das Finanças, Salam Fayyad, um economista que tem boas relações com o governo do presidente George W. Bush.

Mas os americanos ainda exigem que o novo governo reconheça Israel, abra mão da violência e atenda a acordos de paz existentes.

A Grã-Bretanha disse que só vai manter contatos diplomáticos com membros do governo que não sejam do Hamas.

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