A eleição parlamentar palestina marcada para 17 de julho terá que ser adiada devido a uma disputa sobre a lei eleitoral, disse nesta quarta-feira o vice primeiro-ministro Nabil Shaath.
Militantes do Hamas, que estão ganhando popularidade frente ao partido do governo, o Fatah, exigem que a eleição seja realizada na data. O adiamento pode piorar a tensão entre as facções e complicar os esforços do presidente Mahmoud Abbas de manter a calma para retomar negociações de paz com Israel.
Abbas vinha insistindo em manter a eleição na data programada, mas Shaath afirmou que isso não será possível.
Ele citou uma declaração da Comissão Eleitoral Central de segunda-feira, segundo a qual não há tempo hábil para preparar a votação em julho por causa da recusa de Abbas em ratificar as emendas à lei eleitoral aprovadas pelo Parlamento.
- Depois da decisão da comissão, será impossível realizar eleições em 17 de julho. O presidente Abbas mandará a lei de volta ao Parlamento (para mudanças) - disse Shaath.
Abbas terá que fazer um anúncio formal sobre a mudança. Ele está a caminho de um encontro na Casa Branca, na quinta-feira, com o presidente George W. Bush.
- Se as eleições forem adiadas por algumas semanas não será grande problema - afirmou Shaath.
O presidente palestino quer uma alteração na lei eleitoral para que sejam eleitos mais deputados por partidos, e não de acordo com bases pessoais ou de clãs.