Os ministros das Relações Exteriores de quatro países vistos como potenciais participantes da força de paz ampliada das Nações Unidas no sul do Líbano estão em Beirute nesta quarta-feira para discutir os detalhes da missão. O prim eiro-ministro libanês, Fouad Siniora, se reunirá separadamente com os ministros da França, da Turquia, da Malásia e do Paquistão.
A ONU diz que espera enviar 3,5 mil soldados ao sul do Líbano em até duas semanas, mas nenhum país até agora se comprometeu formalmente com o envio de tropas. Funcionários da ONU dizem que há preocupação sobre as regras para a participação nas forças de paz.
A ONU mantém atualmente 2 mil homens no sul do Líbano, mas espera conseguir aumentar esse contingente para 15 mil. Israel condiciona a retirada de suas tropas da região à chegada das forças da ONU.
Temor
A possível demora no envio das tropas internacionais faz aumentar o temor de possíveis enfrentamentos entre o Exército israelense e militantes do Hezbollah que possam prejudicar o cessar-fogo em vigor desde a segunda-feira.
Um alto funcionário da ONU disse esperar que, se a França concordar em liderar as tropas no sul do Líbano, outros países também confirmariam em seguida sua participação. Algumas autoridades dizem que os países interessados querem mais garantias de que a situação na região permanecerá sob controle.
O governo libanês disse nesta quarta-feira que está em negociações com o Hezbollah sobre como o Exército do Líbano tomará posições no sul do país atualmente ocupadas pelo grupo.
Retorno
No terceiro dia de vigência do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, até 250 mil pessoas que haviam deixado suas casas no sul do Líbano já retornaram à região, segundo a ONU.
Outras centenas de milhares de pessoas estão fazendo o caminho de volta.
A viagem de 80 quilômetros entre Beirute e a cidade costeira de Tiro, no sul do país, estaria levando 12 horas, apesar dos esforços do Exército libanês para consertar as estradas e pontes danificadas pelos bombardeios israelenses.
Organizações internacionais de ajuda humanitária também tentam enviar alimentos e medicamentos para as pessoas necessitadas na região. O governo israelense diz que o sul do Líbano permanecerá inseguro até que o Exército libanês e as forças da ONU cheguem à região.
Do lado israelense, os moradores do norte do país que deixaram a região também estão retornando às suas casas.