A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que existe um "entendimento mútuo" entre os países europeus e os Estados Unidos a respeito dos planos para redução do déficit. Segundo Merkel, o acordo reúne os países que integram o G8 (Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Inglaterra, Itália, Japão e Rússia). A chanceler participa das discussões do G20 (grupo das maiores economias do mundo, incluindo alguns emergentes, como o Brasil) que ocorrem no Canadá.
A reunião dos líderes do G8, o grupo dos países mais industrializados do mundo, foi encerrada na noite desta sexta-feira em Huntsville, a 215 quilômetros de Toronto. Neste fim de semana, em Toronto, há uma outra etapa de negociações referentes ao G20.
– Deixei claro que precisamos de crescimento sustentável e este crescimento e as medidas inteligentes de austeridade não precisam ser contraditórios –, disse a chanceler alemã.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar preocupado com os cortes orçamentários profundos anunciados por países europeus. Mas Merkel assegurou que há “muitos pontos em comum” entre Obama e os líderes europeus.
– A discussão não foi polêmica, havia muito entendimento em comum –, disse a chanceler.
Antes de embarcar para o Canadá, Obama disse que as economias do mundo atual estão "intrinsecamente ligadas". Por isso, na opinião dele, os países que integram o G-20 devem trabalhar juntos para promover o crescimento econômico.
– Eu espero que possamos avançar ao coordenar nossos esforços para promover o crescimento econômico, para buscar a reforma do sistema financeiro e para fortalecer a economia global –, disse Obama, que participou do encontro do G8.
Na semana passada, Obama enviou carta aos líderes do G20. Nela expressou as preocupações que tem, como eventuais ameaças à retirada dos programas de estímulo à economia muito rapidamente.
– É crucial que o momento e o ritmo da consolidação de cada economia se ajustem às necessidades da economia global, à demanda do setor privado e às circunstâncias nacionais –, defendeu na correspondência.
Porém os europeus afirmam ser necessário adotar medidas para conter o déficit. O presidente do Conselho Europeu, Heman van Rompuy, já disse que "a restauração da confiança nas políticas orçamentárias anda de mãos dadas com as estratégias eficazes de crescimento".