Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Países em desenvolvimento se unem por comércio justo na Unctad

Os países em desenvolvimento estão unidos na batalha por um comércio mais justo entre nações pobres e ricas, aproveitando as rodadas comerciais que estão em andamento para atingir seus objetivos. (Leia Mais)

Sábado, 12 de Junho de 2004 às 06:36, por: CdB

Os países em desenvolvimento estão unidos na batalha por um comércio mais justo entre nações pobres e ricas, aproveitando as rodadas comerciais que estão em andamento para atingir seus objetivos.

Esse foi o recado dado nesta sexta-feira por autoridades do G-77, o grupo que representa mais de 130 países em desenvolvimento e a China, numa reunião que precede a abertura oficial da 11a. Conferência Internacional para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

O evento, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), começa oficialmente na próxima segunda-feira em São Paulo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e é o maior realizado no país desde a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Num esboço do documento que pretende divulgar neste sábado, o G-77 reafirmou sua meta de ampliar o comércio e a cooperação entre países do hemisfério Sul.

"O comércio Sul-Sul é uma realidade e injeta vitalidade ao comércio mundial", disse o embaixador Clodoaldo Huguiney Filho, responsável pelas negociações do G-20 e a China, grupo dos países que pede pelo fim dos subsídios agrícolas das nações mais desenvolvidas na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra.

Segundo a Unctad, as trocas entre países do Sul representam apenas 10 por cento do comércio mundial, mas vêm crescendo na promissora taxa de 11 por cento ao ano, delineando aquilo que o presidente Lula costuma chamar de a "nova geografia do comércio e da economia mundial."

"A reunião do G-77 é importante para mostrar que há muito mais coisas que nos unem do que nos separam," disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a jornalistas após a cerimônia para marcar os 40 anos de existência do grupo.

Ele destacou que o objetivo comum do grupo é o fim dos subsídios dos países ricos em vários setores, principalmente no agrícola, e o melhor acesso a esses mercados pelos países em desenvolvimento.

Na área agrícola, um capítulo importante dessa negociação está para acontecer em julho, quando um acordo pode ser finalmente delineado na OMC. Os ministros do G-20 reúnem-se no sábado para preparar sua estratégia para as próximas semanas.

Representando as nações mais ricas para uma reunião informal, devem vir a São Paulo o representante norte-americano para o Comércio, Robert Zoellick, e o comissário de Comércio europeu, Pascal Lamy, para tentar avançar no tema, informou o Itamaraty.

Além deles, comparecerão ao encontro entre 13 e 18 de junho o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o diretor-geral da OMC, Supachai Panitchpakdi, além de ministros de 170 países, 4.000 delegados e presidentes do Paraguai, Uruguai, Tailândia, República Dominicana, Venezuela e Uganda, entre outros, que não tiveram seus nomes oficialmente confirmados, como o líder cubano Fidel Castro.

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