Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

Países dos Brics reiteram interesse em ajudar países ricos a superar crise capitalista

Os ministros das Finanças dos Brics vão decidir sobre apoio a zona do euro durante reunião em Washington neste mês, disse o secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Finanças da Índia, R. Gopalan, nesta quarta-feira.

Quarta, 14 de Setembro de 2011 às 06:38, por: CdB
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Os ministros das Finanças dos Brics vão decidir sobre apoio a zona do euro durante reunião em Washington neste mês, disse o secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Finanças da Índia, R. Gopalan, nesta quarta-feira. Notícias na imprensa têm afirmado que os Brics estariam considerando um mecanismo de apoio ao crescimento na zona do euro, possivelmente comprando dívida da região, mas não houve confirmação oficial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que um eventual investimento pelos Brics em bônus europeus não se limite a títulos de menor risco, como os alemães ou britânicos, disse a diretora-gerente do órgão, Christine Lagarde. Em resposta a uma pergunta do jornal italiano La Stampa sobre notícias de que o Brasil poderia investir na Europa, ela disse que tal movimento seria aceitável pelo FMI. – Esse interesse dos Brics é um desenvolvimento interessante, mas, se for limitado a Alemanha e Grã-Bretanha, eles não tomarão grandes riscos – disse ela ao jornal. Países fora da União Europeia, como Rússia e China, mostraram até agora um interesse reduzido em comprar papéis da dívida grega, de risco absoluto, disse o vice-ministro das Finanças grego nesta manhã. A mídia grega vinha especulando que o endividado país poderia ter evitado os pesados termos do pacote de resgate da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) vendendo dívida para países como Rússia ou China. Mas o vice Filippos Sachinidis negou esses rumores, dizendo que os dois países nunca mostraram interesse ativo em participar dos leilões regulares de T-bill. – Convidamos todos os países que eles mencionaram (Rússia e China) para tomar parte ativamente na cobertura das necessidades de financiamento do país por meio do programa de venda de T-bill. Apesar do convite, descobrimos que houve pouca ou nenhuma participação – disse ele à rádio Real FM. A China, por sua vez, além de reduzir a presença no mercado de papéis de risco, como os de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, vai manter a política monetária apertada para conter a inflação, enquanto caminha com reformas estruturais e impulsiona o consumo para garantir um crescimento sustentável de longo prazo, disse o primeiro-ministro, Wen Jiabao. Wen, em conversa com jornalistas em Pequim, acrescentou que a desaceleração da expansão do país é resultado das medidas de aperto do governo para conter a inflação e está "dentro do esperado". – Vamos manter os níveis de preços basicamente estáveis e evitar grandes variações no crescimento econômico – afirmou. Ele também reiterou os pedidos que o governo vem fazendo para Washington administrar melhor sua economia. Os Brics são formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
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