Países do Mercosul estão discutindo nesta sexta-feira formas de ajuda humanitária dentro do bloco. De acordo com o secretário da Coordenação Geral de Ações de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores, Ricardo Morais Barros, o Brasil é o país da Amétrica Latina e Caribe que mais faz ações de ajuda humanitária.
Para o diplomata, no Mercosul, a ajuda humanitária pode se dar na forma de compartilhamento de informações e de tecnologias entre os países do bloco.
- Podemos trabalhar formas conjuntas de alerta antecipado [contra desastres], compartilhar informações e imagens de satélite. Nossos vizinhos têm acesso a dados meteorológicos que nós não temos - disse.
Além disso, Barros lembrou que o Brasil compartilha a mesma costa com uruguaios e argentinos.
- Esse tipo de informação é importante para nossa defesa civil - disse o diplomata, ressaltando que tais dados podem ajudar a prever tragédias como a que atingiu Santa Catarina.
Barros ressaltou, porém, que ainda não está consolidado, no âmbito do Mercosul, um esquema de trocas de informações e tecnologias, como o Brasil já faz com outros países, entre os quais o Canadá.
- Estamos recebendo uma tecnologia que não temos plenamente desenvolvida, que é a da purificação de água em massa. Vamos receber do Canadá uma estrutura de purificação que pode atender até 100 mil pessoas - disse.
De acordo com Barros, tal tipo de tecnologia poderia ser empregado em uma situação como a de Santa Catarina, onde a água está suja de barro dos deslizamentos de terra ocorridos na região.
- [Esse equipamento] pode ajudar muito num momento no qual o sistema de abastecimento de água não voltou a funcionar plenamente - afirmou.