Os ministros das Finanças dos sete países mais industrializados do mundo divulgarão neste sábado uma posição mais favorável sobre o futuro econômico em relação à apresentada há dois meses e meio, de acordo com o esboço do comunicado final que será divulgado após a reunião.
``A inflação continua baixa, o emprego está aumentando e a confiança está se recuperando. Essa é a base para uma larga expansão mundial'', afirma os ministros do G7 no esboço do documento, obtido pela Reuters.
``Os desafios continuam. Para fortalecer o crescimento, não há alternativa além de agregar as reformas que o favoreçam.''
Segundo o esboço, os ministros estão comprometidos com as reformas fiscais, mas estão otimistas quanto ao caminho que percorrerá a economia.
Não há nenhuma referência aos ``riscos'' econômicos citados no comunicado emitido após o último encontro do G7, na Flórida, em fevereiro. Também não há menção aos desequilíbrios comerciais ou aos altos preços do petróleo, assuntos que alguns economistas vêem como fortes ameaças à recuperação da economia global.
Os ministros do G7 e banqueiros centrais começaram o encontro de dois dias de trabalho na sexta-feira com discussões de como controlar os fundos das redes de terrorismo e sobre a melhor maneira de separar suas economias do impacto de ataques aleatórios.
Os ministros também disseram que discutirão caminhos para usar o clima econômico favorável para fazer cortes no orçamento a longo prazo e reformas estruturais, complicadas politicamente, mas financeiramente necessárias.
De acordo com o esboço, os ministros reafirmarão o compromisso com políticas fiscais saudáveis e revisarão as maneiras de reduzir os déficits, um problema entre muitos dos países desenvolvidos.