Segundo Aiea, pelo menos 60 governos já expressaram interesse na matéria como forma de solucionar desafios energéticos.
Foto: Aiea
A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, informou que está recebendo uma maior demanda por parte de países sobre o uso da tecnologia nuclear na geração de energia.
Segundo a agência da ONU, pelo menos 60 governos já fizeram consultas à sede da Aiea, em Viena, para analisar de que forma a energia atômica pode ajudar a resolver os desafios do futuro na área.
Especialistas da Aiea sugerem que a demanda global de energia deverá aumentar mais de 50% até 2030. E 70% deste aumento virão dos países em desenvolvimento.
O encarregado sênior do Departamento de Segurança Nuclear da Aiea, José Bastos, disse à Rádio ONU de Viena, que o processo para a construção de um programa prevê condições.
"Existe uma infraestrutura que precisa ser estabelecida no país, como uma autoridade regulatória. É preciso criar um programa de competências, onde a responsabilidade de uma central nuclear é sempre do país onde ela é construída" afirmou.
De acordo com a Aiea, cerca de 12 países já estão desenvolvendo, ativamente, seus programas nucleares a maior parte é do sudeste da Ásia. O preço de uma central nuclear pode chegar a US$ 4 bilhões, equivalentes a R$ 6,8 bilhões.
José Bastos disse que o interesse pela energia atômica está aumentando com a mudança da percepção sobre o tema na sociedade.
"Durante muito tempo se estabeleceu uma conexão entre energia nuclear e bomba atômica. Isso foi mudando até que aconteceu um episódio dramático que foi a acidente de Tchernobyl. Hoje em dia, a tecnologia evoluiu muito e um grande elemento favorável à energia nuclear, atualmente, é essa necessidade de limitação da produção de CO2 e da liberação de CO2 na atmosfera", explicou.
Segundo a Aiea, o Brasil deve ampliar suas centrais nucleares. Além das já instaladas em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, o país tem planos para construção de usinas no sul e nordeste do país.