Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Países acertam pontos-de-vista sobre FMI

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Néstor Kirchner, reuniram-se no Rio de Janeiro para debater posições comuns ante os organismos internacionais de crédito, O encontro dos presidentes foi acertado no final de fevereiro, quando a Argentina estava em duras negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em torno da aprovação de uma revisão de seu programa com o organismo.

Terça, 16 de Março de 2004 às 07:08, por: CdB

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Néstor Kirchner, reuniram-se no Rio de Janeiro para debater posições comuns ante os organismos internacionais de crédito, O encontro dos presidentes foi acertado no final de fevereiro, quando a Argentina estava em duras negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em torno da aprovação de uma revisão de seu programa com o organismo.

O almoço que constava na agenda dos dois presidentes, nesta terça-feira, foi cancelado e Lula voltou mais cedo para Brasília. Segundo o brasileiro, o jantar foi "suficiente para cumprir a agenda de trabalho".

A reunião, que começou na noite desta segunda-feira com um jantar em um elegante hotel do Rio, ocorre uma semana depois de a Argentina pagar uma dívida ao FMI após obter um sinal de que o Fundo irá aprovar a segunda revisão do acordo com o país.

O governo do Brasil vem tentando fazer com que os países mais ricos do mundo apoiem a introdução de mudanças nos acordos do FMI com nações latino-americanas, para torná-los mais flexíveis. Lula pediu a autoridades dos Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha e Grã-Bretanha apoio para implementar essas mudanças.

Ao presidente norte-americano, George W. Bush, Lula pediu também compreensão com a situação da Argentina. Kirchner agradeceu por telefone. O Brasil tem um acordo de 14 bilhões de dólares com o FMI, que implica uma rigorosa austeridade fiscal. Autoridades brasileiras disseram recentemente que pretendem que o Fundo não contabilize como gasto os investimentos públicos em infra-estrutura.

Na semana passada, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a reunião dos presidentes, que termina na terça-feira com um comunicado conjunto, servirá para fazer ``uma reflexão comum'' sobre o posicionamento ante os organismos financeiros internacionais.

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