O Brasil fechou 2009 com déficit em transações correntes de US$ 24,334 bilhões, registrando saldo negativo pela segunda vez seguida depois de cinco anos de superávit.
O déficit, divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Central, foi equivalente a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB).
O saldo negativo do ano ficou abaixo do visto em 2008, de US$ 28,192 bilhões, mas a tendência apontada nos últimos meses é de aceleração do déficit --resultado de aumento das remessas de lucros e dividendos e da recuperação das importações em meio ao aquecimento da atividade.
Somente em dezembro, as transações correntes foram deficitárias em US$ 5,947 bilhões, acima do esperado, ante saldo negativo de US$ 3,119 no mesmo mês de 2008.
Analistas previam déficit mensal de US$ 3,45 bilhões, segundo a mediana de 18 estimativas. O BC esperava saldo negativo de US$ 3,9 bilhões em dezembro.
Contribuiu para o resultado uma expressiva remessa de lucros e dividendos por parte das empresas no mês, de US$ 5,326 bilhões, ante US$ 3,146 bilhões um ano antes.
Os investimentos estrangeiros diretos foram de US$ 5,109 bilhões em dezembro, acumulando US$ 25,949 bilhões em 2009.
A cifra é bem inferior aos US$ 45,058 bilhões recebidos em investimentos pelo país em 2008.
Os investimentos em carteira, por outro lado, atingiram US$ 46,2 bilhões.