A propósito dos US$ 12,4 bi gastos por brasileiros em suas viagens ao exterior neste ano e o déficit das contas externas brasileiras, que somou US$ 3,49 bilhões em julho (leia mais neste blog)... Simplesmente não podemos ler esses números isoladamente. É preciso levar em conta, também, que os investimentos diretos externos somaram US$ 5,97 bi só no mês passado. O valor é mais que suficiente para financiar as transaçõs do Brasil com o exterior, apesar do déficit registrado no mês de julho.
É bom lembra que, no ano, o déficit das contas externas soma US$ 28,9 bi, menos da metade da previsão do BC para 2011. Por sua vez, os investimentos diretos de US$ 38,5 bi em 2011 já representam 70% do esperado para o ano. A boa safra de investimentos estrangeiros direto não significa, contudo, que não devamos nos preocupar com nossas contas externas. Pelo contrário, temos de aumentar as exportações e substituir importações em vários setores.
Desoneração da folha para alguns setores
Para quem não se lembra, entre as medidas anunciadas, consta a redução a zero da alíquota de 20% para o INSS nos setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional, assim como nos setores de uso intensivos de mão-de-obra: confecções, calçados, móveis e softwares.
É preciso, ainda, melhorar das condições de infraestrutura e logística; reduzir a burocracia e, claro, incentivar a participação das pequenas e das médias empresas na economia. Outra questão importante são as estratégias de integração com a América Latina. Elas possibilitarão uma inserção internacional competitiva com capacidade de gerar maior valor agregado local. Estamos falando de economias de escala e esquemas de cooperação e intercâmbio.
No campo da inovação -um ingrediente fundamental da competitividade - as patentes registradas pelo país, comprovam que estamos andando de lado. O Brasil caiu um ponto, e ocupa agora a 24ª posição entre 142 países membros do Tratado de Proteção de Patentes da Organização Mundial de Propriedade Industrial (OMPI). Em 2010, por aqui, as empresas que mais pediram proteção de patente no Brasil foram a americana Whirlpool, com 39, a Petrobras, com 15, e a europeia Electrolux, com 12.Parques tecnológicos
Parques tecnológicos são outro indicador de inovação na economia. Ao menos esse locais que procuram otimizar a interação entre o setor produtivo e e o setor produtivo e os centros de conhecimento já são 75 no país. E, segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROCTEC), já somam 500 empresas e geraram mais de 26 mil empregos. É um começo.