Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2026

País precisa de invesvimentos em infra-estrutura, segundo CNT

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) defende que a solucão para a crise aérea no país também deve incluir investimentos em todos os tipos de transportes - ferroviário, rodoviário e portuário. Cerca de 75% das estradas brasileiras estão com algum problema estrutural, por exemplo. (Leia Mais)

Sábado, 28 de Julho de 2007 às 11:25, por: CdB

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) defende que a solucão para a crise aérea no país também deve incluir investimentos em todos os tipos de transportes - ferroviário, rodoviário e portuário. Cerca de 75% das estradas brasileiras estão com algum problema estrutural, por exemplo. Por isso, um dos vice-presidentes da CNT, Meton Soares Júnior, avalia que se o país não tomar medidas sérias com relação ao transporte, tanto aéreo quanto terrestre e aquaviário, corre-se o risco de enfrentarmos “um apagão logístico”.

— O que estamos vivendo com o caos aéreo é um problema de infra-estrutura brasileira  que não é deste governo ou do governo passado. Há décadas estamos vivendo uma alucinante falta de investimento em infra-estrutura. O que está acontecendo agora é o resultado de problemas que vêm lá de trás — disse.

Segundo ele, os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) devem ser considerados como investimentos iniciais para o setor, mas não são necessários para resolver o problema de infra-estrutura do país.

— Temos muito caminho pela frente ainda. O caos é sério nas rodovias, o caos é sério no sistema portuário. Precisamos de muito investimento para recuperar esse tempo perdido que há décadas estamos vivendo. Não adianta querer resolver o problema saindo do avião e indo para a estrada, que você vai enfrentar problemas seríssimos. Se sair do sistema aeroviário e procurar o ferroviário, também. Não tem solução porque não houve investimento, investimento em equipamentos modernos, que dêem segurança, que permitam ter aeroportos, não apenas bonitos, com boas salas de espera, mas, principalmente, aeroportos que ofereçam total e absoluta segurança — afirmou.

O diretor da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi, defende a reestruturação de duas instituições que cuidam do setor aéreo - a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

— O Ministério da Defesa deveria fechar todas essas siglas e, com poder de força de dizer: o caminho é esse e vocês vão ter de seguir. É assim que as coisas funcionam para serem solucionadas — defendeu.

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