O movimento na Praça dos Três Poderes em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, é tranquilo, enquanto os ministros da Corte julgam a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o Artigo 5º da Lei de Biossegurança, que autoriza pesquisas com células-tronco embrionárias.
Para a integrante do Movimento de Vida Independente do Brasil Flávia Maria Vital, que veio de São Paulo, o dia é de esperança.
– Eu acredito que hoje nós vamos abrir essa possibilidade de pesquisa no Brasil, que é muito importante, não só para continuar a esperança de as futuras gerações não terem uma vida privada de tantas coisas como nós temos, mas também para a gente manter no Brasil um pólo de pesquisa – disse.
Flávia, que tem deficiência física e precisa de uma cadeira de rodas para se locomover, acredita que a proibição dos estudos vai fazer com que pesquisadores brasileiros deixem o país, além de limitar o acesso a tratamentos apenas para pessoas que têm condições financeiras de buscar especialistas em outros países, onde as pesquisas já são realizadas.
Para o coordenador nacional do Movimento Brasil sem Aborto, Jaime Ferreira Lopes, a sociedade deveria ter mais tempo para debater a questão.
– Acho que, se houvesse novo pedido de vista, para a sociedade brasileira seria interessante, porque esse é um tema que deveria ter participação maior da sociedade na defesa dos argumentos de um lado e de outro – explicou.
O STF começou a analisar a ação no dia 5 de março, mas o julgamento foi suspenso depois de um pedido de vista do ministro Menezes Direito.
País pode perder pesquisadores se STF proibir pesquisas, prevê entidade
Quarta, 28 de Maio de 2008 às 08:09, por: CdB