Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

País estuda nova classe média para evitar risco de empobrecimento

A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) promoverá, nesta capital, no próximo dia 8, o seminário Políticas Públicas para uma Nova Classe Média.

Quarta, 27 de Julho de 2011 às 07:47, por: CdB
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A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) promoverá, nesta capital, no próximo dia 8, o seminário Políticas Públicas para uma Nova Classe Média. A presidenta Dilma Rousseff fará a abertura do evento que reunirá especialistas em políticas sociais. O governo quer aumentar o conhecimento sobre a população que mais ascendeu economicamente na última década no Brasil. – Precisamos saber quem é, e ter números – explicou o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco, que espera uma definição universal sobre a composição da chamada nova classe média, inclusive das faixas de renda per capita do segmento. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), 39,5 milhões de pessoas entraram na classe C nos últimos dez anos e 18 milhões saíram da pobreza extrema. O Brasil tem atualmente mais de 94 milhões de pessoas consideradas de classe média, mais da metade da população. O conhecimento sobre a nova classe média pode viabilizar a formatação de novas políticas sociais, que, além da ascensão, viabilize a manutenção da população nos estratos sociais com maior renda e melhor qualidade de vida. – Precisamos formular políticas que não só evitem o retorno e também abram perspectivas de avanço – destacou o ministro. Para Moreira Franco, a nova classe tem alto poder de consumo e é o principal motor do mercado interno, fator que pode ser importante para o país em momento de crise econômica internacional. Na avaliação do ministro, o aumento da classe média tem a ver com a valorização real do salário mínimo e o aumento da oferta de emprego. Conforme Moreira Franco, um dos efeitos do ganho de renda dos emergentes é que as pessoas estão investindo sua renda para melhorar a formação profissional ou a escolarização dos filhos, afirmou lembrando a abertura das escolas particulares na periferia. Apesar dos avanços, o ministro avalia que educação continua sendo um gargalo nacional e atribui a situação à cultura política no Brasil. – Não há nenhum movimento político reivindicando qualidade do ensino. Não faz parte da necessidade intrínseca e fundamental, como faz parte da cultura do coreano ou do chinês. Eles se dedicam àquilo, aqui ainda não – concluiu.
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