Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

País deve investir em pesquisa e educação para diminuir diferenças regionais, diz economista

A sutil redução de diferenças regionais no país, apontada na Pesquisa Industrial Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser acelerada por meio de investimentos mais consistentes em pesquisa e educação. A avaliação é do economista Patrick Carvalho, chefe da Divisão de Economia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).(Leia Mais)

Domingo, 28 de Junho de 2009 às 09:45, por: CdB

A sutil redução de diferenças regionais no país, apontada na Pesquisa Industrial Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser acelerada por meio de investimentos mais consistentes em pesquisa e educação. A avaliação é do economista Patrick Carvalho, chefe da Divisão de Economia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

– A diminuição das diferenças regionais no Brasil é natural do processo de integração econômica e social. A Firjan tem estudos que já indicam a tendência de interiorização do desenvolvimento nacional. A melhor forma de acelerar isso é investir em infraestrutura, pesquisa, educação e saúde, para desenvolver as regiões de forma harmônica e sustentável – afirmou.

Para o economista, cabe ao governo facilitar e criar um ambiente de negócios onde haja incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento do ponto de vista da proteção à propriedade intelectual e ao sistema tributário.

– Para intensificar esse processo [de redução das diferenças regionais] são necessários mais recursos para pesquisa e desenvolvimento, essenciais para o crescimento sustentável e duradouro de qualquer economia – afirmou.

Mas para garantir a aplicação maciça de recursos na área, defende Carvalho, é preciso haver mobilização social.

– A solução está na sociedade civil organizada exigir dos políticos uma resposta mais rápida e eficaz para o problema. Todo mundo sabe que investir em pesquisa e educação é o melhor meio de se desenvolver o país. Mas são necessárias ações concretas de governo em alocação de verbas e alteração da legislação, de forma a desburocratizar o meio de pesquisa e desenvolvimento – disse.

Segundo o economista, o sistema de registro de marcas e patentes teria que ser facilitado.

– Hoje em dia se demora um tempo absurdo para se patentear qualquer produto. Isso acaba entrando no custo das empresas – afirmou.

Carvalho defende que compete ao empresário tomar a decisão mais racional possível sobre a incorporação de novas tecnologias.

– Se é mais barato comprar a tecnologia do que desenvolvê-la, o mais lógico é que devemos comprá-la. A questão é: cabe ao governo facilitar os meios de produção de pesquisas e patentes, agilizando o processo – disse.

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