Os pais de Terri Schiavo desistiram de lutar pela vida da filha na noite deste sábado, após a decisão da Suprema Corte da Flórida de negar a reinstalação da sonda que a alimentava. Terri está em estado vegetativo há 15 anos.
"Todos devem ir para casa. Passem a Páscoa com seus filhos", pediu o frade Paul O'Donnell, encarregado por Bob e Mary Schindler, os pais de Terri, de falar com o público.
"Acabaram os recursos judiciais", disse O'Donnell, revelando que os pais de Terri estão devastados e agora só querem passar as últimas horas com a filha. Parece que não vai haver mais nada em termos judiciais, segundo Randall Terry, outro homem ligado à família.
A sonda que alimentava Terri foi desligada há oito dias por decisão judicial, atendendo a um pedido de Michael Schiavo, marido e responsável legal pela paciente.
Neste sábado, Bob e Mary Schindler apelaram ao Supremo da Flórida, após um juiz do Condado de Pinellas rejeitar mais um pedido para permitir a hidratação e a alimentação da paciente, mas o recurso também foi negado.
Em 1990, Terri Schiavo, então com 26 anos de idade, sofreu um ataque do coração que interrompeu temporariamente o fluxo sanguíneo no cérebro e a deixou em estado vegetativo.
O marido de Terri luta para que o aparelho que a alimentava continue desligado. Segundo Michael Schiavo, Terri demonstrou antes do acidente que não gostaria de viver dessa maneira.
Os pais da americana afirmam que os direitos de sua filha foram violados e que ela, como católica, não aceitaria a eutanásia. Eles relatam que Terri dá sinais de consciência durante as visitas.
Em duas ocasiões, o tubo de alimentação da paciente foi retirado a pedido de seu marido, em 2001 e 2003. Na primeira ocasião, uma ordem judicial anulou a decisão de Michael. Já em 2003, o governador da Flórda, Jeb Bush, determinou o religamento.