Rio de Janeiro, 04 de Maio de 2026

Pais de alunos do Pedro II protestam contra a greve no colégio

Abaixo-assinado liderado por pais de alunos do Colégio Pedro II mobilizou Copacabana, neste feriado de sol. Eles colheram o apoio da população para um projeto de lei que será enviado ao Congresso, com o objetivo de tornar a Educação um serviço essencial. (Leia Mais)

Quarta, 12 de Outubro de 2005 às 17:43, por: CdB

Um abaixo-assinado liderado por pais de alunos do Colégio Pedro II mobilizou a praia de Copacabana, neste feriado de sol. Eles colheram o apoio da população para um projeto de lei que será enviado ao Congresso, com o objetivo de tornar a Educação um serviço essencial e, desta forma, impor limites às greves de professores e funcionários. No Pedro II, o único educandário federal para o ensino básico do Rio, a paralisação dura 45 dias.

- Pedimos o fim da greve. Pedimos que os professores retornem às salas de aulas, para que nossas crianças possam voltar às aulas - disse Eloi de Araújo, no que foi apoiado por uma estudante que participava do movimento: "Eu queria de presente de Dia das Crianças que a gente conseguisse voltar às aulas".

Para os pais dos alunos, deveria haver um período máximo de paralisação, além de instâncias de negociação com o Ministério da Educação para evitar situações extremadas como esta.

- Para que haja uma legislação específica e não tenhamos mais esse problema de greve pro tempo indeterminado. Queremos dar limite - explicou a presidente da associação de pais do Colégio Pedro II, Lady Godiva.

Os professores, no entanto, não concordam com idéia:

- É necessário que os parlamentares, que são fiscalizadores do Executivo, façam com que o governo cumpra com a Constituição, estabelecendo verbas para a Educação - disse o professor Everaldo Cantarino.

A principal reivindicação dos funcionários é um aumento de 18% no salário, embora o governo ofereça apenas 0,1%. No último encontro com os grevistas, o Ministério da Educação ampliou a proposta e ofereceu aumentos de 4% a 9%, mas somente para professores que têm pós-graduação ou outros títulos. Até o próximo dia 19, quando o sindicato realizará nova audiência, o colégio vai continuar fechado.

- Não haverá reposição de aulas no Colégio Pedro II. Haverá continuidade do calendário escolar. Os 200 dias previstos em lei serão, certamente, cumpridos - declarou o secretário-geral do Colégio Pedro II, Oscar Hallac.

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