Ritmo é um pouco menor, mas resultado de junho foi o segundo melhor para o mês na série histórica do Caged
Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 19/07/2011, 15:39
Última atualização às 15:40
TweetSão Paulo – Embora com ritmo menor em relação aos dois meses anteriores, o país teve o segundo melhor resultado para junho na criação de empregos formais. No mês passado, foram abertos 215.393 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 1.781.817 admissões e 1.566.424 demissões. O recorde é de 2008 (309.442). Os números, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram divulgados nesta terça-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No primeiro semestre, o saldo foi de 1.414.660 vagas, abaixo de igual período de 2010 (1.634.357), recorde semestral do Caged. Apesar da queda, o saldo deste ano é o terceiro melhor.
Nessa primeira metade de 2011, o setor de serviços respondeu por 564.170 empregos formais, saldo recorde, com crescimento de 3,92% sobre o estoque. Em seguida, vêm indústria (261.515), agricultura (235.381, expansão de 15,81%, maior taxa de crescimento entre os setores), construção civil (186.224) e comércio (120.982). Em 12 meses, o emprego com carteira cresce 6,41%, com acréscimo de 2.249.365 postos de trabalho.
Apenas em junho, a maior quantidade de empregos criados foi da agricultura (75.227 vagas, alta de 4,60%). Percentualmente, a construção civil se destacou, com alta de 1,15% (saldo de 30.531). O comércio abriu 29.967 postos de trabalho (1,15%) e a indústria, 22.618 (0,28%).
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rmações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta terça-feira (19) pelo Ministério do Trabalho mostram que foram criados 1,41 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Com isso, houve queda de 13,4% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,63 milhão de vagas.
Além de ter registrado queda frente ao ano passado, os dados do governo mostram que a criação de empregos formais, no primeiro semestre deste ano, também ficou abaixo do resultado registrado em igual período de 2008 - quando foram criados 1,44 milhão de empregos com carteira assinada.
"Houve uma pequena queda [na criação de empregos formais no primeiro semestre]. Não vejo desaceleração. Pode ter um crescimento menor. Em 2010, houve algumas antecipações de contratações no primeiro semestre por conta do processo eleitoral. Neste ano, não temos eleições. Acho que o segundo semestre [deste ano] vai ser melhor [do que o primeiro]. Muitas multinacionais estão investindo no Brasil. Tem muito investimento para começar a estourar", declarou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Setores
De janeiro a junho deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, alguns setores registraram queda na criação de empregos formais. A indústria de transformação, por exemplo, abriu 261 mil empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, com queda de 37,6% frente ao mesmo período de 2010 419 mil postos formais).
O mesmo aconteceu com a construção civil e com o comércio. Na construção civil, foram contratados 186 mil trabalhadores com carteira assinada nos seis primeiros meses deste ano, com recuo de 28,3% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 259 mil vagas. O comércio, por sua vez, contratou 120 mil pessoas no primeiro semestre, com queda de 28,1% frente aos seis primeiros meses de 2010 (+168 mil postos).
Outros setores, porém, registraram crescimento. É o caso da agricultura, que contratou 235 mil trabalhadores, com elevação de 26,2% frente ao mesmo período de 2010 (+186 mil vagas). Nos serviços, houve a contratação de 564 mil trabalhadores nos seis primeiros meses deste ano, com pequena alta frente ao mesmo período de 2010 (+554 mil postos).
Mês de junho
Em junho deste ano, os dados do governo mostram que foram abertas 214 mil vagas formais, o que representa um pequeno aumento frente ao mesmo patamar do ano passado (+212,9 mil postos de trabalho). Entretanto, o valor ainda ficou bem distante do recorde para meses de junho, que foi registrado em 2008. Naquele mês, foram criados 309,4 mil empregos formais.
Ano passado e previsão para 2011
Em todo ano passado, os números do governo mostram que foram criados 2,5 milhões de empregos com carteira assinada no país, recorde histórico. Porém, a meta foi atingida somente com mudanças no formato de divulgação dos dados do Caged – que passaram a incorporar, no mesmo ano, as informações enviadas pelas empresas fora do prazo.
Para 2011, primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff, Lupi manteve a previsão de que serão criadas três milhões de vagas formais (novo recorde)apesar do corte de gastos de R$ 50 bilhões anunciado e da subida da taxa básica de juros. Essas medidas buscam conter o crescimento da inflação.
registrou geração líquida de 215.393 vagas em junho. Um ano antes, a economia do país tinha verificado a criação de 212.952 empregos com carteira assinada. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. O crescimento foi de 0,58% na passagem de maio para junho.
No mês passado, houve 1.781.817 admissões e 1.566.424 desligamentos. Os principais setores responsáveis pela criação de vagas em junho foram agricultura(75.227), em seguida vem serviços (53.543) e depois construção civil (30.531). O setor de comércio ficou em quarto lugar com a geração de 29.967 e a indústria de transformação (22.618).
De janeiro a maio, com ajustes, o ministério do Trabalho apontou a geração de 1.199.267 empregos formais. De janeiro a junho (sem ajustes), foram gerados liquidamente 1.414.660 postos.