O Banco Central cumpriu a cartilha e confirmou as expectativas do mercado sobre aperto na economia no início do ano, conforme a própria instituição havia divulgado no fim de 2004 em nota. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou para 18,75% a taxa Selic, na noite desta quarta-feira, pela sexta vez seguida. É a primeira vez que isso acontece desde a criação do Copom. Nem o recuo da inflação em janeiro serviu para aliviar as avaliações do BC.
Essa é a maior taxa desde 19 de novembro de 2003 (19%). Não foi adotado viés. Ou seja, a taxa não será alterada antes da reunião de março. A decisão desta quarta indica que o BC ainda não viu sinais de que a inflação está completamente sob controle. A autoridade monetária eleva o juro para deixar o crédito mais caro para empresas e pessoas e conter o consumo. Dessa forma, assegura a estabilidade da moeda.
O aumento da Selic acontece na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo ficou em 0,58% em janeiro, ante 0,86% em dezembro.
O IPCA é o indicador da meta de inflação do governo, que é de 4,5% em 2005, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro que irá perseguir uma inflação de 5,1%. Entretanto, as expectativas do mercado apontam para um IPCA de 5,74% neste ano.
O rigor do BC deve continuar enquanto não houver uma convergência das expectativas para o objetivo. Enquanto isso não acontece, empresários e políticos devem aumentar a pressão para que haja uma reversão nesse movimento de ajuste.
País bate recorde na elevação dos juros
O Banco Central cumpriu a cartilha e confirmou as expectativas do mercado sobre aperto na economia no início do ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou para 18,75% a taxa Selic, pela sexta vez seguida. (Leia Mais)
Quinta, 17 de Fevereiro de 2005 às 05:54, por: CdB