Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

País ainda precisa consolidar a marca e imagem do "Made in Brazil"

Segunda, 11 de Janeiro de 2010 às 19:26, por: CdB

A semana começou agitada no Rio-à-Porter (11/01), onde o palestrante Oskar Metsavaht - diretor criativo e presidente do Grupo Osklen - começou avisando que o Instituto-e não é uma marca da Osklen, e sim uma parceria com ela. “É um erro comum”, segundo Oskar, que apresentou, além do ramo de sustentabilidade da empresa, o que imagina para a futura imagem brasileira lá fora.

Como exemplo de imagem e marcas internacionais, o presidente da Osklen citou os EUA e o domínio do american way of life (o “made in USA”) e o Japão, que se tornou sinônimo de alta tecnologia (”made in Japan”).

“Hoje, o Brasil é principalmente um exportador de commodities. A manufatura nacional é vista como de baixa qualidade”, afirmou Metsavah. “O ‘made in Brazil’ ainda não é bom.”

O caminho - na opinião de Oskar - é o desenvolvimento aliado à criatividade e à sustentabilidade, já que o país é significativamente abençoado com recursos naturais e profissionais talentosos. “O Brasil está na moda, mas não é por causa das roupas. O que está na moda é nosso estilo de vida”, enfatizou.

Metsavaht explicou que a missão do Instituto-e – que já foi citado como modelo de sustentabilidade na moda por nomes como WWF, “Newsweek” e WGSN – é ajudar na criação de uma rede nacional de desenvolvimento humano sustentável, que conecte iniciativas e agentes sociais com “uma sinergia ideológica, de gestão e de mercado.”

Como exemplo, comentou sobre o selo e - que é uma certificação dividida em vários níveis e concedida a empresas e ONGs, dependendo da adequação do agente em questão nas cinco áreas de atuação do instituto. Se aprovada, a empresa concorda com monitoramentos e auditorias periódicas para manter o selo.

E de monitoramento, a Osklen entende. A grife foi a primeira rede de varejo de moda do mundo a ter suas emissões de CO2 neutralizadas através da compra de créditos sociais – os famosos créditos de carbono, presente no ainda mais famoso Protocolo de Kyoto.

Oskar definiu o Brasil como “um mercado de transição” em termos de sustentabilidade. Para o presidente da Osklen temos muito para explorar e muito para proteger, se o país quiser crescer no cenário internacional e tornar-se exemplo de nação ecologicamente sustentável,

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