Diante da decisão da Câmara dos Deputados de votar o aumento do salário mínimo proposto pelo governo, o senador Paulo Paim (PT-RS) advertiu que a bancada do PT no Senado não fechou questão em torno da matéria. Paim revelou que, em reunião com a liderança partidária, o número de senadores contrários ao salário mínimo de R$ 260 aumentou de três para cinco. "Inúmeros senadores e senadoras têm dificuldades com esse salário", acrescentou.
- Quero trazer a este Plenário o depoimento da deputada Jandira Feghali que disse: "Quero votar com o governo, faço questão de votar com o governo, mas não dá para votar em R$ 260". Faço dela a minha fala. O senador Jefferson Péres também me informou que, em reunião hoje da bancada do PDT, foi decidido que eles querem construir uma alternativa que seja boa para o governo, excelente para o Congresso, mas que seja boa mesmo para o trabalhador - assinalou.
O senador gaúcho lembrou que, no governo passado, o presidente Fernando Henrique Cardoso enviou suas propostas de aumento do salário mínimo e o Congresso, por meio de um amplo entendimento, as elevou. "Até o momento, meus cálculos somam 53 votos contrários no Senado", observou. Ele também disse ter sido surpreendido, na terça-feira (1º), pelo acordo que resultou na correção da tabela do Imposto de Renda e concedeu um desconto de R$ 27,50 para quem ganha acima de R$ 2.015.
- Se não temos dinheiro para o salário mínimo, como vamos garantir R$ 27,50? Eu abro mão dos meus R$ 27,50, não quero, para que possam ser revertidos para o salário mínimo. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), a partir deste mês, dará um aumento de R$ 2.400 aos seus ministros.