Paim pede que Dilma não vete opção ao fator previdenciário
O senador Paulo Paim dá como certa a aprovação pelo Senado da proposta que permite ao trabalhador usar a chamada regra 85/95 em vez do fator previdenciário.
Para Paulo Paim, Dilma não irá vetar proposta já que foi "compromisso de campanha"
O senador Paulo Paim (PT-RS) dá como certa a aprovação pelo Senado da proposta que permite ao trabalhador aplicar a chamada regra 85/95 em vez do fator previdenciário na hora da aposentadoria. Em pronunciamento nesta sexta-feira, ele fez um apelo para que a presidente Dilma Rousseff não vete o texto.
— Presidenta, isso foi compromisso de campanha (...) Sinceramente presidenta, eu não gostaria de trabalhar para derrubar esse veto — disse o parlamentar.
Aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira, a regra 85/95 prevê que a mulher poderá se aposentar quando a soma de sua idade com os 30 anos de contribuição for 85. No caso do homem, a soma da idade com os 35 anos de contribuição deve dar 95. Com essa regra, a aposentadoria seria integral em relação ao salário de contribuição.
A mudança está prevista em emenda do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) à MP 664/14. Paim lembrou que em 2010, Senado e Câmara tentaram extinguir a norma por meio do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 2/10, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou essa parte da proposição por falta de acordo entre as centrais sindicais.
— Hoje, (a fórmula 85/95) é unanimidade junto ao movimento sindical - assegurou Paim.
Terceirização
Paim também criticou o projeto de lei da Câmara (PLC 30/2015), que libera a terceirização nas atividades-fim das empresas, mas afirmou que é necessário legalizar a situação dos 12,5 milhões de terceirizados.
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