Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Paim considera absurda a criação de uma CPI excluisva do Senado

Sexta, 04 de Abril de 2008 às 09:05, por: CdB

- Se existe um espião, deve estar ligado à oposição, pois se a pessoa está dentro do Palácio (do Planalto), recolhe documentos e passa a opositores do governo, está fazendo o jogo da oposição, o jogo da confusão que só prejudica a ministra Dilma Rousseff e todo o governo do presidente Lula - afirmou nesta sexta-feira o senador Paulo Paim (PT-RS), em entrevista a jornalistas.

Para o parlamentar, o Executivo cumpre seu papel ao divulgar as despesas dos ministérios por meio do Portal da Transparência e ao prestar todas as informações solicitadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos.

O senador classificou de "absurda" a criação de uma CPI exclusiva do Senado para investigar irregularidades nos gastos do governo.

- É um exagero, desvaloriza um instrumento tão importante que é a comissão parlamentar de inquérito. A Casa praticamente não vota nada de importante para o país desde novembro e por isso a imagem do Senado está tão ruim frente à opinião pública - frisou.

Em resposta aos jornalistas, Paim opinou que a recusa do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) em revelar suposta fonte de informação sobre o dossiê que detalha gastos do governo Fernando Henrique Cardoso é um direito constitucional e não se configura em quebra de decoro. No entanto, ele observou que, se Álvaro Dias não pode "de livre e espontânea vontade dizer quem está passando o material, é porque existe espião dentro do Palácio do Planalto".

- Se alguém está tendo esse papel, trazendo para fora documentos sigilosos, tem que assumir a responsabilidade, principalmente quem recebe o material e autoriza sua divulgação à imprensa. Isso é muito grave e precisa ser esclarecido - afirmou Paim.

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