Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Pai de jovem atingido por reboco é recebido por Eduardo Paes

O pai do jovem Marlon Jean de Matteo, de 18 anos, que foi atingido por parte de um reboco no Viaduto de Del Castilho, Zona Norte do Rio, na última quarta-feira, participou do protesto próximo à casa do governador da cidade, Sérgio Cabral, no domingo. João Pedro Matteo foi até a casa do prefeito Eduardo Paes para pedir prioridade no caso.

Segunda, 08 de Julho de 2013 às 09:08, por: CdB
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Um jovem que queria fazer exatamente engenharia civil, o qual o reboco caiu na cabeça disse o pai do estudante
O pai do jovem Marlon Jean de Matteo, de 18 anos, que foi atingido por parte de um reboco no Viaduto de Del Castilho, Zona Norte do Rio, na última quarta-feira, participou do protesto próximo à casa do governador da cidade, Sérgio Cabral, no domingo. João Pedro Matteo foi até a casa do prefeito Eduardo Paes para pedir prioridade no caso. - Um jovem que queria fazer exatamente engenharia civil, o qual o reboco caiu na cabeça. A SuperVia, ninguém se manifestou. Os secretários de Obras Públicas também não, secretário do Município também não. Mas a dor quem está sentindo sou eu", desabafou João, que conseguiu conversar com Paes, no Palácio da Cidade, em Botafogo, também na Zona Sul. "O prefeito me respondeu com clareza. Foi sucinto, direto e objetivo. Ele pediu prioridade no caso, me tratou com devido respeito como cidadão carioca e como pai", completou. - O pessoal do salgado Filho tratou e está tratando bem e está dando toda a atenção. O que se precisa é mais atenção com a família e informação. E de outro lado, é continuar firme na conservação da cidade para impedir que absurdo como este aconteçam - declarou o prefeito da cidade, Eduardo Paes. O empresário disse ao portal G1 que o filho teve morte cerebral. O diagnóstico foi divulgado no domingo. De acordo com ele, os médicos afirmaram que as células do cérebro do rapaz não podem mais se reproduzir. A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, não confirmou que o jovem tenha morte cerebral. Marlon Jean estava internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, Subúrbio do Rio, e chegou a ter uma melhora no fim da semana. Marlon seguia para o trabalho quando foi ferido dentro da estação de trem em Del Castilho. A polícia civil abriu inquérito para investigar as responsabilidades no caso do jovem. Os técnicos da Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio (Agetransp) fizeram uma perícia no local do acidente. A Secretaria Municipal de Obras informou que já tem projeto de recuperação do viaduto e que os reparos vão começar imediatamente, mas a estrutura não será interditada. A obra deve durar cinco meses. Engenheiros denunciaram o mau estado de conservação de outras estruturas da cidade. O pai do jovem reclamou do socorro, disse que os paramédicos bateram a cabeça do filho no para-choque da ambulância e também criticou o estado de conservação do viaduto, que cruza a Avenida Pastor Martin Luther King. Este não é o único viaduto com problemas no Rio de Janeiro. Em 2006, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia consultiva fez uma vistoria pela cidade, e encontrou sinais de degradação na estrutura no Viaduto do Paulo de Frontin, no Viaduto da Mangueira, no Elevado do Joá, e na passagem da linha férrea, no Buraco do Padre, no Engenho Novo. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) declarou que "dos problemas apontados no estudo, somente o Elevado do Joá passou por um trabalho de manutenção, infelizmente em todos os outros exemplos os problemas só pioraram.”  
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